Alex Rodrigues
Agência Brasil
Brasília – Depois de reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e obterem dele o compromisso de que voltará a se reunir com os líderes do movimento na próxima quinta-feira (31), os índios Kaingang, Guarani e Charrua deixaram o prédio do ministério, parcialmente ocupado desde o início da manhã de hoje (29).
Durante a audiência de quase duas horas, Padilha determinou a criação imediata de um grupo de trabalho formado por representantes de seu gabinete, das secretarias executiva e Especial de Saúde Indígena (Sesai) do ministério, além da Secretaria de Atenção à Saúde, do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), dos índios e do Ministério Público Federal (MPF).
Segundo Augusto da Silva, líder Kaingang do Rio Grande do Sul, o ministro prometeu que até quinta-feira, técnicos da Sesai vão analisar as 19 reivindicações para saber a viabilidade de atendê-las.
Em nota, o ministério informou que entre as exigências dos índios, algumas que já foram atendidas, como a da aquisição de passagens para pacientes que necessitam de atendimento médico em outras localidades.
Para Augusto da Silva, na próxima reunião os índios vão cobrar do ministério rapidez no atendimento das reivindicações que consideram prioritárias, como a distribuição de remédios e alimentos às aldeias do Sul do país. Já os itens mais complexos, como a criação do Distrito Sanitário Indígena do Rio Grande do Sul, o prazo poderá ser maior.
“A audiência com o ministro foi boa. Agora vamos esperar a próxima conversa para resolvermos as questões emergenciais, como o abastecimento de medicamentos e a distribuição de alimentos, como leite em pó e leites especiais”, disse o líder Kaingang.
































