Luís Augusto Gomes
O cidadão comum certamente não conhece Clóvis Caribé Menezes, Cláudia Cruz, Adriano Tambone e Luís Henrique Guimarães Brandão, mas foram eles que, em nome do governo do Estado, assinaram com os professores o acordo que redundou no índice de aumento salarial geral de 22,22% para a categoria.
O ponto primeiro do referido acordo, que o sindicato dos docentes tem divulgado cheio de razão, diz que “o reajuste salarial do magistério da rede estadual de ensino fundamental e médio será o mesmo do piso salarial profissional nacional, nos anos de 2012, 2013 e 2014. a partir de janeiro de cada ano, incidindo sobre todas as tabelas vigentes”.
O fato de o governador Jaques Wagner não ter tomado conhecimento desses termos, conforme teria sido atestado pelo presidente da Assembleia, Marcelo Nilo, apesar de sua extrema gravidade, não é mais importante que o prejuízo que sofrem agora milhares de alunos com a greve dos professores que se arrasta há 15 dias.
Incorporações gerariam perda salarial – A mobilização dos professores não é um fato isolado no serviço público baiano. É recentíssima a lembrança da greve da Polícia Militar, que durante 12 dias levou à insegurança em todo o Estado, em torno de questões ainda não resolvidas, e já agora os policiais civis discutem a próxima negociação do segmento.
O aspecto que chama a atenção nesses impasses todos é que o governo Wagner tem sua gênese no mais genuíno movimento sindical, não sendo desconhecido o papel que trabalhadores públicos e privados desempenharam na sua construção. É estranho que hoje se o veja em conflito duro com esses segmentos profissionais.
Por exemplo, a APLB divulgou panfleto intitulado “Governo engana a categoria” em que acrescenta outro item à motivação da greve: uma suposta perda com a decisão de incorporar ao subsídio “conquistas históricas”, como regência de classe, adicional de tempo de serviço, avanço horizontal e outras.
Citando o caso de uma professora primária com 25 anos de serviço, a APLB mostra que o salário-base de R$ 1.187,98, com 100% de vantagens e reajustado em 22,22%, chegaria a R$ 2.902, enquanto, “como o governo vai fazer, ficará em apenas R$ 1.659,70”.
Professores acompanham sessão na Assembleia – Como se vê, combustível não falta para a sessão de hoje à tarde na Assembleia Legislativa, que vem sendo ocupada desde a semana passada pelos professores. “Acordo é para ser cumprido” é a palavra de ordem da categoria, transcrita em cartazes colados em diversas partes da Casa.
O governo baseia sua resistência num argumento aparentemente definitivo: além de não existirem recursos para o aumento, que oneraria a folha de pessoal em mais de R$ 500 milhões por ano, há a Lei de Responsabilidade Fiscal, cuja transgressão sujeitaria o gestor a pena de prisão e sanções administrativas, pecuniárias e eleitorais.
A oposição duvida dessas limitações e, respaldando-se em estudos de sua assessoria técnica, desafia o “governo republicano e transparente” a levar à Assembleia os secretários da Fazenda e da Administração para discutirem os números, como havia tentado, sem sucesso, no episódio das gratificações policiais. (Por Escrito)































Eu entendo que os professores estão em seus direitos ao ficarem em greve, mais nós alunos ja estamos preocupados pelo fato das aulas terem que ser reposta, e o boato é q as aulas se prolongarão até o mes de janeiro, axo isso um absurdo!
SOS, os professores estão lutando por um piso salarial que foi conquistado com muita luta e não é uma luta por um piso salarial baiano, é por um piso salarial nacional. Ou seja, se o governador não pagar o reajuste de 22,22%, que é de direito de todos os professores do Brasil, estará desrespeitando uma lei e ainda, tratando os professores baianos com discriminação e falta de respeito.
Fatos como este ocorrem justamente devido aos nossos governantes não terem o mínimo de respeito pelos professores e pelos alunos.
O governador não se importa se os alunos estão sem aula, o desejo de vencer os professores pelo cansaço( não pelo direito, mas pelo desejo de mostrar o seu poder) é maior que o desejo de ver todos os alunos da Bahia progredirem.
Os alunos e comunidade precisam entender que lutar pela educação é benefício para todos. Calendário é o que menos importa neste momento.
O Jacques Wagner se esquece q p/ chegar ao posto de governador teve q ser educado por nós professores. Esquece q. os políticos têm ss/ salários aumentados nos percentuais q mais lhes satisfazem e sob o efeito “cascata”(de presidente a vereador). Esquece que eles(políticos) podem ter até 18 salários p/ano, sem falar nas diárias, ajudas de custos, etc, etc. […] E que
nós “sofressores” (educadores abalados emocionalmente, acometidos da síndrome do pânico, do mal dormir, do heroísmo de fazer milagres em salas de aulas carentes de recursos tecnológicos) somos ameaçados até de perder o 13º. Ai de vocês políticos, sem a vilipendiada classe dos professores. Que seria desse país? Que coisa paradoxal: tiram-nos o couro e não nos dão o ouro, ao contrário de vocês políticos que levam o ouro e não deixam o couro.
sou profesora da rede municipal ,acredito que a educação tem grande poder no desenvolvimento de uma nação. sinto na pele o que a nossa categoria sente.Mas sou Mãe. Não tenho como pagar a escola do meu filho. moro no interior .Os nossos filhos dependem do transporte escolar municipal.O calendario não é condizente com nossa realidade.Mesmo que fizerem a reposição desses dias em pe de serra os nossos alunos sairão no prejuízo.Portanto fico preocupada com o futuro dos nossos alunos.SEI que nesse momento vale a razão.Só o nosso Deus para reverter esse quadro.
vale lembrar que se o estado nao poder pagar o aumento ele pode recorrer ao fundo nacional para a educacao, que o mesmo pagara a diferenca, no entanto e necessario que o sr governador safado juntamente com seus secretarios mais safados ainda provem que nao podem pagar tal aumento, ai e que esta a duvida, pq nao provam que nao podem pagar? querem usar esse dinheiro para que? respostas simples: corrupcao, desvio de verba publica, uso do dinheiro publico para as campanhas eleitorais para o PT.
BAIANOS TOMEM VERGONHA NA CARA E NUNCA MAIS VOTEM NESSE SAFADO CHAMADO DE GOVERNADOR PARA NENHUM CARGO ELETIVO.POIS O MESMO ANTES DE SE ELEGER DEPUTADO FEDERAL PELA PRIMEIRA VEZ, FICAVA INDO PARA AS UNIVERSIDADES PUBLICAS CONVOCAR A TODOS PARA GREVES CONTRA O REGIME CARLISTA, NA EPOCA DA GREVE DA POLICIA EM 2001, O MESMO BANCAVA A ALIMENTACAO DOS POLICIAIS EM GREVE NO CAB. AHH COMO EU SEI DISSO? POIS BEM, EM MUITAS VEZES ESTAVA AO LADO DESSE SAFADO NO DCE DA UNIVERSIDADE DISCUTINDO AS ACOES.
FOI CORROMPIDO PELA CORRUPCAO,GASTA MILHOES PARA FICAR REFORMANDO E CONSTRUINDO ESTADIOS DE FUTEBOL, GASTA MILHOES EM PROPAGANDA POLITICA, GASTA MILHOES EM PROJETOS PELO IAT SEM FUNDAMENTO E COM SUPERFATURAMENTO NOS PAGAMENTOS E NAO QUER INVESTIR NAS AREAS MAIS IMPORTANTES PARA A POPULACAO QUE É JUSTAMENTE EM SAUDE, EDUCACAO E SEGURANCA.
Na entrevista do governador 04/06 com Uziel Bueno 0 comportamento do apresentador (como sempre foi o de Varela diante dos governadores) deixa claro que o sistema não é bruto, ou melhor, é bruto só para alguns.