Bancados por patrocinadores pesos-pesados, os camarotes do Carnaval de Salvador oferecem um paraíso particular para celebridades e pessoas dispostas a pagar até R$ 1.590 por noite de folia.
Bufê assinado por chefs badalados, DJs animando baladas exclusivas, massagistas, maquiadores à disposição das mulheres e até um serviço para personalizar abadás são alguns dos mimos disponíveis para afagar a elite dos foliões de Salvador.
Os camarotes pertencem a estrelas do axé music, a publicações especializadas em celebridades ou mesmo a empreendedores locais que viram no Carnaval uma fonte de dinheiro.
Nos camarotes, reinam celebridades de todos os calibres. Neste sábado, por exemplo, a atriz americana Sharon Stone seria visitante ilustre de um deles.
A Folha esteve no camarote da cantora Cláudia Leitte na noite de sexta. O acesso é restrito aos convidados da cantora. São cerca de 2.000 m² de luxo em uma decoração que, este ano, remete ao continente africano.
Na África idealizada do camarote, lagostas eram servidas no bufê. Champanhe e uísque predominavam nos copos dos cerca de mil convidados e a visão dos trios elétricos no início do bairro de Ondina era privilegiada.
PIRIGUETES
Do lado de fora, aglomeram-se os foliões não pagantes que se divertem com a passagem dos trios.
É na “pipoca” que Salvador faz jus à estatística de detentora da maior população de afrodescendentes fora da África. Segundo o IBGE, 79% dos moradores da cidade descendem dos escravos trazidos ao Brasil entre os séculos 16 e 19.
Na rua, quem reina é a “piriguete”, como os baianos apelidaram as latinhas de 269 ml de cerveja. Os camelôs vendem três por R$ 5.


























