“Vaquinha” para Lula arrecada somente a metade da meta, diz jornal.

Em 17 dias, a “vaquinha” virtual contra a “perseguição” da Justiça ao ex-presidente Lula só arrecadou metade da meta. O petista, que é réu em cinco ações penais, conseguiu juntar R$ 250 mil na campanha que terminou neste sábado. Em 2016, dois petistas tiveram melhor desempenho em arrecadações e bateram metas: em dois dias, a então presidente afastada Dilma Rousseff amealhou mais de R$ 500 mil para financiar viagens contra o “golpe”. O ex-presidente do partido preso no mensalão, José Genoino, recebeu R$ 90 mil em nove dias, com vistas a lançar um livro sobre o tempo no Complexo Penitenciário da Papuda, segundo informa nete sábado (24) o jornal O Globo.

Ex-presidente  Lula
Ex-presidente Lula
O movimento “Um Brasil justo pra todos e pra Lula”, que queria arrecadar R$ 500 mil, denuncia “manipulação arbitrária da lei” e um “vale-tudo acusatório” contra o ex-presidente.

Na última segunda-feira, o juiz federal Sergio Moro aceitou mais uma denúncia contra o petista, que passou a ser réu em cinco ações penais — três no âmbito da Operação Lava Jato, uma na Operação Zelotes e outra na Operação Janus. Estudantes e militantes de movimentos sociais também estariam sob risco com o “vale-tudo acusatório”, argumenta o grupo.

“As acusações e processos judiciais contra o ex-presidente Lula sintetizam, hoje, atentados cada vez mais frequentes contra estudantes, trabalhadores sem terra, sindicalistas e lideranças de movimentos sociais que se mobilizam por democracia e direitos sociais”, diz o portal da organização.

Cerca de 2.200 pessoas contribuíram para a campanha. Em média, cada uma doou R$ 110. A arrecadação média diária foi de R$ 14.700. A maior fatia do recurso amealhado — previsto para ser usado somente no primeiro semestre de 2017 — irá para a divulgação do movimento na internet: 40%, por volta de R$ 100.000. 20%, aproximadamente R$ 50.000, será gasto com “mobilização e eventos”, e até ações internacionais para defender Lula estão previstas.

No manifesto do movimento, sobrou também para Michel Temer, que sucedeu Dilma Rousseff no Planalto por conta do impeachment. O governo é acusado de ampliar crises e patrocinar retrocessos.

“Cresce o sentimento de frustração na sociedade e a percepção de que o governo atual amplifica a crise política, social e econômica, ao contrário do que haviam prometido”, afirma texto da organização, que apela para uma adesão “acima de posições partidárias”. (O Globo/Eduardo Barretto)

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