Tia Eron da Bahia quer ”fazer história” para ”passar o Brasil a limpo”

Tia Eron afirmou que não aceitará nenhum tipo de “insulto” em relação a sua atuação no colegiado. (Foto: Reprodução/Facebook)
Tia Eron afirmou que não aceitará nenhum tipo de “insulto” em relação a sua atuação no colegiado. (Foto: Reprodução/Facebook)

Indicada para o Conselho de Ética, a deputada Tia Eron (PRB-BA) afirmou no seu primeiro discurso após a designação ter desejo de “fazer história” e que a Câmara quer passar o Brasil a limpo. Ela ocupa a vaga de Fausto Pinato (PP-SP), que renunciou. A substituição é vista por integrantes do colegiado como uma manobra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para ter maioria no Conselho.

– Nós, enquanto mulheres, sabemos o quanto é difícil sermos recepcionados debaixo de uma chuva de curiosos e até de um senso comum perverso que já chega fazendo juízo de valor sem sequer me dar o direito que me reserva de fazer a devida avaliação do processo legal. É o que quero fazer aqui, com muita responsabilidade, cumprir meu papel. Peço a devida vênia dos colegas, da imprensa, reconheço o grande compromisso dessa Casa de fazer com que o Brasil seja passado a limpo. Eu quero fazer parte dessa história também – disse a deputada.

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Tia Eron afirmou que não aceitará nenhum tipo de “insulto” em relação a sua atuação no colegiado. Ela concordou com manifestações de colegas sobre a necessidade se debater alterações nas regras da Casa para evitar substituições, mas disse que se sente em condições de participar.

– O Código de Ética precisa ser revisado, mas, enquanto isso, me sinto designada com essa responsabilidade. Irei cumprir. Não vou aceitar nenhum tipo de insulto. Fico feliz de estar aqui sendo cercada pelos colegas para poder dar o de melhor – disse a parlamentar.

Em entrevista após a sessão, Tia Eron fez elogios à gestão de Eduardo Cunha e confirmou ter votado nele para presidente da Câmara. Ressalvou, no entanto, que isso não influenciará sua decisão no processo.

– Não me arrependo de jeito nenhum. É um presidente que fez essa Casa produzir como nunca, que limpou as gavetas de projetos que estavam parados, tem minha admiração e meu respeito. Mas na questão do processo, como julgadora, preciso fazer a análise, fazer a observação de tudo . Eu não estava acompanhando o Conselho e preciso ter o direito de formar meu ponto de vista – afirmou.Ela se negou a antecipar o voto. Disse compreender a pressão por chegar em um momento em que o quadro no Conselho está empatado, mas disse que deseja analisar o processo dentro da legalidade.– Entre com um voto de cautela. Sou posicionada, tenho lado, um discurso incisivo. Entendo que todos aqui evidenciaram já seus votos, compreendo a preocupação. Mas eu quero fazer o meu papel. Estou tomando pé e uma coisa que posso dizer é que não vou levar em conta o senso comum – disse a deputada.Tia Eron disse que não fez qualquer pedido a Pinato ou ao PRB para participar do Conselho e que vai cumprir uma “missão partidária” no colegiado.

Fonte: O Globo.

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1 Comentário

  1. Arno Siebert

    Temos que chamar o Bin Laden + duas torres. Domingo a tarde congresso cheio, vamos recomeçar o Brasil!!

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