
JORNAL DA MÍDIA
Salvador – As declarações de Jorge Portugal de que a empresa empresa que dirige (Abaís) só contratou professores de ”ponta e acostumados a ganhar bem” para dar aulas suplementares aos alunos do 3º ano revoltaram os professores da rede estadual de ensino, em greve há 79 dias.
A Abaís foi contratada sem licitação pública por R$ 1.591.774,80. O professor Jorge Portugal está sendo desafiado pelos docentes da rede pública estadual, em greve há 79 dias, a mostrar o contra-cheque de qualquer ”professor de ponta” dos colégios citados por ele a mostrar um contra-cheque com uma hora/aula no valor de R$ 250, como citou Portugal.
Os colégios citados por Portugal e de onde os professores teriam sido selecionados por ele foram Anchieta, Grandes Mestres e Mendel.
Em entrevista na Rádio Metropole, Portugal disse que os docentes contratados ”estão acostumados a ganhar bem”.
As declarações do professor revoltaram a categoria. Diversos docentes se manifestaram por telefone e fizeram duras críticas a Portugal.
”Jorge Portugal precisa vir a público para explicar o que é um professor de ponta. Porque eu me considero uma professora de ponta. E queria perguntar aos professores dele se eles sabem o que é trabalhar sem apostila, sem módulo, porque a escola não te dá nem papel”, reagiu a professora Rubina Dias em sua participação no programa.
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A contratação da empresa de Portugal, divulgada com exclusividade pelo JORNAL DA MÍDIA na última segunda-feira, provocou reação também junto a vários políticos. O presidente do DEM, Heraldo Rocha, disse que Jorge Portugal estava mais para showman do que verdadeira para professor.
“A iniciativa do intransigente governo petista, que diz não ter condições financeiras para cumprir o acordo assinado no ano passado de reajuste de 22,2% para os professores, humilha toda a classe dos docentes baianos. Pode pagar a empresa de Portugal mais de R$ 1,5 milhão, mas não pode pagar aos professores estaduais”, disse Rocha, acrescentando:
“Para obter essa vultosa quantia que será paga sem licitação, sob alegação de uma discutível situação de emergência, um professor, que ganha R$ 2,5 mil mensais com 40 horas semanais, precisa trabalhar 53 anos ininterruptamente. É mais um absurdo sem precedente do governador Jaques Wagner. Otávio Mangabeira deve está se remexendo no túmulo”, diz Heraldo Rocha.
O Sindicato dos Professores Estaduais (APLB-Sindicato) deve entrar na Ministério Público do Estado (MP) com uma ação de resposabilidade fiscal contra o Governo da Bahia por ter contratado empresa de Jorge Portugal para dar aulões aos alunos da 3a série.
O coordenador da APLB-Sindicato, Rui Oliveira, lembrou que o governo alegou falta de verba para pagar o reajuste dos professores, mas contratou a empresa Abaís Conteúdos Educativos & Produção Cultural Ltda., dirigida por Jorge Portugal, por R$ 1.591.774,80.




























Demagogia é o sobrenome de Jorge Portugal! Se queimou. Bom seria que nenhum estudante pisasse seus pés por lá.
A melhor coisa do mundo é “pedir” para crianças e velhos. Nenhum dos dois tem cidadania.
Pelo amor de Deus, isso é uma vergonha na Bahia.
Baianos acordem, chega!!
toda a população tem que ir as ruas pedir providencia desse tal de governador…
A atual conjuntura da política na Bahia faz lembrar o que já aconteceu em um passado recente, onde um grupo político controlava o Estado de forma autoritária sem possibilitar qualquer questionamento aos que a ele se opusessem. Quem acompanha a política no Estado das últimas décadas sabem exatamente o que estou falando, ou se preferir mais clareza, refiro-me ao carlismo (grupo político liderado por Antonio Carlos Magalhães) que governou o Estado por um longo período, marcados por métodos impositivos e despóticos de governar.
O que pode ser percebido neste contexto pós-carlista é uma nova ditadura que vem sendo instalada no Estado, só que desta vez disfarçada de “generosidade”. Pelo que se percebe, os deputados da base governista (a maioria absoluta), representantes legais do povo, são proibidos de contrariar o que o PT (Partido dos Trabalhadores) chama de “projeto de governo”, projeto este que, já passados mais de cinco anos, ainda não conseguiu melhorar a qualidade de vida dos baianos. Pelo contrário, nestes anos de governo Jaques Wagner a Bahia tem ficado para traz, perdendo em desenvolvimento, inclusive, para estado como Pernambuco.
Aos que acompanham o noticiário baiano já devem ter percebido que, assim como era no carlismo, grande parte dos meios de comunicação no Estado faz uma espécie de blindagem ao governo, certamente com promessas de contemplações promocionais ou entusiasmados com possíveis participações nas rotineiras farras com o dinheiro público.
Essa aliança imprensa/governo ficou notória nas greves dos policiais e dos professores, onde parte da impressa baiano conseguiu transformar, no imaginário daqueles que não têm senso crítico, profissionais honrados em “inimigos da população”, utilizando o mesmo método de incitar a opinião pública contra as categorias. Felizmente, ainda tem uma pequena parte da imprensa baiana que faz um trabalho sério e honroso.
Outro dia assisti em um telejornal da Record Bahia a apresentadora atribuindo aos professores a culpa pelos mais de um milhão de alunos e alunas que estariam sem aulas. Ora, educação de qualidade nunca foi preocupação da imprensa baiana e, também, nem dá para imaginar uma greve de professores ou de qualquer outra categoria com os profissionais indo para o trabalho e dizendo: “viemos trabalhar mais estamos em greve”. Impossível imaginar que em uma greve ninguém sairá prejudicado. É nessa hora que a população, sempre a mais prejudicada já que filhos de políticos têm segurança particular e não estudam em escola pública, reconhece a importância desses profissionais.
No governo de Wagner a competência não tem nenhuma valia e nem espaço nos locais de tomadas de decisões como, por exemplo, nas secretarias do Estado. Para o governador, o importante mesmo é acomodar “companheiros” e “companheiras” para evitar qualquer ameaça ao que eles chamam de “projeto de governo” e que eu prefiro chamar de “ditadura generosa”.
Este governo de bajuladores faz lembrar de “companheiros” como Pelegrino, Pinheiro, Lídice da Mata e tantos outros que, quando faziam oposição ao Carlismo, se mostravam em defesa de uma Bahia mais justa, democrática, com salários dignos para os baianos e um monte de “conversa mole” que eles diziam ser ideológicas.
Pois bem “companheiros e companheiras”, agora que estão no poder, por onde anda essa tal ideologia a qual vocês tanto defendiam? Imagino o quanto deve ser difícil responder a essa pergunta na atual conjuntura política do Estado, já que são apenas marionetes do governador carioca Jacques Wagner. Devo lembrá-los que nas urnas podem estar as respostas a essas indagações, pois, mesmo com o carlismo superado, o povo baiano não aguenta mais viver na opressão, no descaso e no cinismo daqueles que fazem de tudo para perpetuar no poder e ainda não aprenderam a dar valor a esse estado maravilhoso chamado BAHIA. (Agnaldo Leitte)
Não sei a razão de tanta celeuma. Só por conta da greve dos professores? Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas tem uma coisa importante atrás da celeuma, antes ou depois da greve dos professores: a elite não aceita que se invista nos afrodescedentes (nos pobres, nos miseráveis). Se os “negrinhos” se preparem melhor para o vestibular, acabam “roubando” das elites as vagas das Universidades. E isso a elite não aceita mesmo! E como um tal de Jorge Portugal tem a ousadia de apresentar um projeto que possa fazer prevalecer a maior igualdade, pau nele! Pau nele! E, você, da periferia, fique atento e compareça sim a qualquer aula, curso, seja lá que for como preparatório para o vestibular, ainda mais se for de graça. Não caia nessa que o que a elite quer é que tudo mude, desde que tudo fique igual. Ou seja. Que a gente não saia da cozinha, não entre na sala. Que ali o lugar é deles. Ah! Tá!
Quem está reclamando não é a elite, tenha certeza, a elite está completamente alheia a greve. Quem está reclamando sabe que ninguém vai se formar no EM esse ano. Os alunos do terceiro ano estão preocupados com o ENEM? Por quê? Mesmo que consigam boas notas, não vão poder ingressar em nenhuma faculdade.
Os alunos devem apoiar seus professores, essa associação foi uma provoção descarada do Governador. Apenas um instrumento para tentar conseguir o apoio político dos alunos e encher os bolsos de um pretenso professor vigarista e charlatão
isso é Bahia, Brasil
Eu gostaria de saber, há quanto tempo, nós baianos em particular temos faculdades federais, com cursos, matutinos e vespertino? Na época em que eu queria estudar numa universidade publica, nos anos 70, não podia porque a Ufba a única era pra alunos da elite, ou eu trabalhava pra sobreviver ou não faria faculdade, pois não podia cursar numa particular por falta de condições finaceira.O proprio ACM NETO, por acaso fez o curso de direito dele numa universidade particular ou ocupou como tantos outros riquinhos as vagas de pobres na UFba? Vamos deixa de hipocrisia, e faça-me uma garapa. Porque o ensino publico na bahia sempre foi precario e ninguem pelo menos tentou, já qua passaram 200 anos no poder.Porque acabaram com a escola Park, que O Ilustre Porofessor Anisio Texeira idealizou, para promover a educação de qualidade principalmente para pobre,na caixa dàgua? por acaso se preocuparam com o pobre, na educação? .Vamos deixar de hipocrizia, e olhar os fatos de forma coerente e sem paixões.
lamentavel, hj cedo governador na tv mostrando estacoes de metro na paralela, ponte inndo pra ilha….
e a educação???
sera que embarcará numa estação dessas ou pegará essa ponte que leva ao alem???
O que me deixa revoltada é que este senhor ao afirmar que só trabalha com “professores de ponta”, assume que conhece a situação de precariedade as escolas públicas do estado da Bahia e ainda assim teve a falta de ética, caráter, moral de aceitar uma coisa dessas. Lucrando em cima de colegas grevistas que lutam para melhorar um pouco as suas condições de trabalho e, assim, melhorar também a educação para nossas crianças e jovens da Bahia. É muito fácil alguém ser professor de ponta e se sentir motivado a dar aulas ganhando R$ 250,00 hora/aula. Muito fácil. Mas a nossa triste realidade baiana não é essa! Os professores têm de se “virar” para conseguir passar conteúdos para os alunos da melhor maneira possível lutando contra a falta de investimento do governo, carências para todos os lados, falta de material didático, muitas vezes, tendo que suprir essa lacuna com seu próprio salário. Do nosso desgoWernador eu já não esperava grandes coisas, mas de um cara que se diz professor e que garante querer formar cidadãos críticos… Sei não! Oportunista barato! Hipócrita! E eu gostaria muito de saber também quem são esses professores de ponta. Será mesmo a equipe dos Grandes Mestres e do Gregor Mendel? Realmente, estudei nessa rede e me sinto decepcionada com muitos professores de lá depois de uma dessa!
ai ai,
sei não!!!
E nós aqui com menos de R$ 10,00 a hora/aula e com turmas de ensino médio lotadas!!! Além da falta de estrutura e falta do que a Paloma disse muito bem, por aqui não temos coordenadores, não temos merenda para os alunos (é verdade!), mas mesmo assim ainda fazemos o favor de tirar de nossos salários dinheiro para xerox…
VERGONHA
VERGONHA!
Para que o governo esbanje poder, faça e aconteça sem se preocupar com popularidade. Fiquem de olho.
Fraude eleitoral a vista, trapassa em urna eletronica e outras barbaridades.
Por que penso que não é possivel alguem deste gupo se reeleger, so se o baiano estiver comendo “feno”.
Tá muito confiante, este governo.
Voce vota nulo e este voto é transformado em favor de quem? voces duvidam…
Gente!
Se todos os professores votassem contra aos candidatos,dos partidos aliados ao governador, e divulgassem mesmo,votando contra ou em branco ,por exemplo ,nunhum prof de Feira de Santana votasse em Zé Neto e pedissem voto contra,fizessem campanha contra mesmo,talvez eles mudassem de opinião.Eles os daputadas que só votam a favor dos interesses do SENHOR governador!!!!!!!!!!
Meu voto é nulo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!