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O Barradão jamais pode ser cedido ao Bahia
Segunda-feira, 30/06/2008 - 09:04
JM

"Nunca nenhum dirigente do Bahia teve qualquer gesto de boa vontade com o estádio. Muito pelo contrário. Agora querem usá-lo. Lá, no Barradão, não!"


Jmu devia ter uns 10 anos quando fui apresentado à Toca do Leão. Confesso que foi um choque. Era preciso atravessar a lama. O ambiente era hostil. O que mais me chamava atenção e assustava, no entanto, era o vai-e-vem frenético de caçambas despejando toneladas de lixo em volta do local. Homens, mulheres e crianças disputando com animais cada resto de comida. Uma cena dantesca.

jmAcompanhar um treino não era nada confortável. Ficávamos em pé. Os jogadores tentavam se equilibrar num campo com pouca grama e muitos, muitos buracos. Apesar da aventura e do sacrifício era legal está perto de ídolos como Bagatini, Otávio Souto, Wilton, Zé Júlio, Tadeu Macrini. Naquelas condições era difícil ganhar. Ganhávamos pouco. Os títulos eram raros. A infra-estrutura não ajudava. Éramos ridicularizados. “Sofredores”, zombavam os rivais.

Descrição da Foto
Clique aqui e confira a galeria de imagens do Estádio Barradão
O tempo deu um pulo e voltas. Diria, muitas voltas. E então pude acompanhar a transformação de meu Vitória num clube de futebol. As caçambas em ritmo frenético agora retiravam milhares de metros cúbicos de terra num trabalho fantástico de terraplanagem. Em pouco tempo o campo estava pronto. Depois, os primeiros lances de arquibancadas. O presidente do Vitória era o deputado federal José Rocha, hoje presidente do Conselho Deliberativo. O primeiro jogo oficial contra o Santos, depois com o Olimpia, do Paraguai. A inauguração da iluminação. As ampliações. Os inúmeros títulos. As goleadas implacáveis contra o arquirival. As decepções – pouquíssimas é verdade. Os craques que ali passaram e passam: Petkovic, Alex Alves, Bebeto, Dida, Júnior, Fábio Costa, Matuzalém, Adaílton, Edílson, Túlio, Ramon Menezes, Vampeta, Nadson, Fábio Bilica. O fim do lixo, o surgimento de conjuntos habitacionais, a cidadania. Vi tudo de perto. Um privilégio.

Descrição da Foto
O Barradão sempre foi vítima de uma campanha malvada. O estádio é para os rubro-negros uma extensão de suas casas.
E quantas bobagens foram ditas sobre o Estádio Manoel Barradas, numa campanha malvada contra um patrimônio que trouxe inúmeros benefícios a milhares de pessoas independente de preferência clubística? “Lixão! Barralixo”, detonavam os tricolores. Pior: nunca nenhum dirigente do Bahia teve qualquer gesto de boa vontade com o estádio. Muito pelo contrário.

Agora querem usá-lo. Lá, no Barradão, não!

O Barradão é para nós rubro-negros uma extensão de nossas casas. E isto é visível no zelo da torcida. Como se comporta nos banheiros e bares. Fazer xixi nos muros em volta do estádio só em casos extremos e olhe lá. Invadir campo para arrancar grama e destruir proteção de banco de reservas está fora de cogitação. Jogar pedras em jogadores, jamais. Evitamos até encostar no alambrado com receio de danificá-lo. Cuidamos de tudo com carinho. Duvido que outra torcida tenha comportamento parecido.

Chega a ser cômico observar o drama do Bahia. Usaram e abusaram da Fonte Nova durante anos. Era o santuário tricolor. Mas, ao contrário dos rubro-negros, intensificaram o processo de destruição. Xixi por toda parte, invasões, arquibancadas em ruínas. Dava medo. A velha Fonte não resistiu a tanta maldade e ruiu. Sem estádio, primeiro os dirigentes tricolores trataram logo de descartar o Barradão. Foram jogar em Camaçari e em Feira e aí, ironicamente, faltou o que mais eles se orgulhavam: a torcida. Sem alternativa, restou o constragimento: pedir o Barradão.

Descrição da Foto
Chega a ser cômico observar o drama tricolor. Era assim que eles frequentavam o estádio rubro-negro e agora se humilham.
Logo o Barradão que eles tanto humilharam e menosprezaram durante anos. É isto que os rubro-negros não engolem. Pior é a falta do gesto de boa vontade. Mesmo agora quando tanto precisam. Um gesto nobre. Por exemplo: uma nota pública reconhecendo a importância do Barradão, se desculpando pela palhaçada de 1999 e por tantas outras e pedindo, humildemente, a cessão do estádio. Para ter peso, a nota teria que ser assinada por dirigentes e líderes de torcidas do Bahia e publicada em todos os jornais da cidade. Alguém acredita num ato desses? Eu não.

Também não sei se seria suficiente para aquebrantar os corações rubro-negros. O meu, pelo menos, não conseguiria. Não consigo sequer imaginar o espaço das Imbatíveis sendo ocupado pela Bamor.

O Bahia é imenso e, certamente, sairá desta crise, como saiu de tantas outras, sem precisar do estádio do grande rival. Tenho certeza que o tricolor nem ficaria à vontade jogando por lá. Seria um estranho no ninho, ou como diriam eles, um estranho no "lixão". Aos dirigentes rubro-negros um pedido: vocês não podem cair na asneira de ceder a nossa casa.

• PS: As fotos da galeria de imagens do Barradão foram cedidas pelo Barradão Online (www.barradaoonline.com.br), EC Vitória (www.ecvitoria.com.br) e leitores do JM.

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Vitória nega de novo o Barradão ao Bahia
Domingo, 29/06/2008 - 11:03
JMVitória não vai ceder o Barradão para o rival Bahia mandar seus jogos na Segundona do Campeonato Brasileiro. O comunicado oficial do clube dizendo mais uma vez "Não" ao tricolor vai sair na quinta-feira, dia 3, depois que a diretoria se reunir com os conselheiros. Mas o presidente do E. C. Vitória, Alexi Portela, disse que não pode contrariar a torcida, que tem se manifestado em peso contra a possibilidade.

Descrição da Foto
Torcida rubro-negra não quer o tricolor no Barradão
Ontem, durante o jogo contra o Goiás, os torcedores protestaram diversas vezes e gritaram em coro "tricolor aqui, não". Além disso, através de e-mails e de encontros com dirigentes rubro-negros, as torcidas organizadas demostraram o seu descontatamento com a idéia. No site de relacionamento "Orkut'', a comunidade Esporte Clube Vitória, que tem mais de 56 mil membros, criou vários tópicos de protesto.

Na verdade, a liberação do Barradão para os jogos do Bahia estava soando como um ato de afronta para o torcedor rubro-negro e para a história recente do clube. Até porque, é bom lembrar, nenhum dirigente do Bahia, em toda a existência do estádio, teve qualquer gesto de boa-vontade com o Barradão.

Muito pelo contrário.

Presidentes e dirigentes do clube, sem exceção, fizeram e fazem até hoje uma intensa campanha para desmoralizar o patrimônio rubro-negro. É só recordar o que aconteceu na decisão do Campeonato Baiano de 99. Até hoje torcedores tricolores se referem ao local como um “lixão” e, não raro, vão ao estádio em dias de Ba-Vis fantasiados com máscaras.

Ceder o Barradão ajudaria a tirar o tricolor do vermelho. O que o Vitória tem com isso? Significa expor o torcedor rubro-negro a piadinhas, gozações e humilhações. É isso que os dirigentes do Vitória desejariam? Significa pôr em risco o patrimônio do clube. Foi para isso que foram feitos tantos sacrifícios e investimentos?

Não cabe ao Vitória ajudar o Bahia a resolver seus problemas. Até porque a história mostra que a recíproca nunca é verdadeira. Quando o Vitória pretendia entrar no Campeonato Brasileiro, nos anos 70, nunca contou com o tricolor. Pelo contrário, a cartolagem comandada por Osório Vilas Boas e Paulo Maracajá, sempre tramava contra. Foi preciso que o então governador Antonio Carlos Magalhães dobrasse o presidente da CBF, João Hevelange.

O Barradão foi viabilizado, justiça seja feita, graças ao ex-presidente do Vitória, Paulo Carneiro. Foi ele quem lutou como um leão contra a imprensa e contra esta cartolagem hipócrita e incompetente que até hoje permanece no Bahia, como Paulo Maracajá, Petrônio Barradas, Marcelo Guimarães, entre outros. Dirigentes ultrapassados que arruinaram o tricolor e que sempre trabalharam para ridicularizar o patrimônio rubro-negro. Então, cabe a este grupo, encontrar uma saída para o problema do Bahia.

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Wagner não pediu para o Vitória ceder o Barradão ao Bahia
Domingo, 29/06/2008 - 11:02
O governador Jaques Wagner não fez qualquer interferência junto Vitória e muito menos pediu para que os dirigentes rubro-negros cedessem o estádio Barradão ao Bahia. Ao contrário do que foi publicado na edição de sábado de um jornal de Salvador, uma fonte da Casa Civil do Governo do Estado revelou ao Jornal da Mídia que a notícia é totalmente improcedente.

O compromisso do governador com o futebol baiano é a recuperação e ampliação do Estádio de Pituaçu. As obras estão em ritmo acelerado, mas as chuvas que caíram neste mês em Salvador devem provocar um atraso de pelo menos 30 dias no cronograma.

Pituaçu tinha prazo previsto para ficar pronto em setembro. Mas é mais que provável que somente no final de outubro o estádio seja reaberto. Aí, sim, o Bahia poderá mandar seus jogos.

Falar em mando de campo do tricolor, a imprensa de Feira de Santana está se manifestando contra a presença do Bahia na cidade. É que mesmo sem estádio para jogar em Salvador, a cartolagem tricolor e os jogadores não se cansam de criticar o que eles chamam de ''péssimo gramado'' do estádio Jóia da Princesa.

E alguns tricolores chegam a culpar o Jóia da Princesa pelo fiasco do time na Segundona.

Entendem os feirenses, com razão, que além de tudo os cartolas do tricolor são muito mal-agradecidos. E como são.

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Ensaio sexy no estádio do Coritiba vira polêmica
Sexta-feira, 06/06/2008 - 00:09
Do Globoesport.com:

Um ensaio fotográfico polêmico e o uso das fotos para promover uma casa de strip-tease estourou nesta quinta-feira uma tensão administrativa no Coritiba. Imagens de uma modelo nua, em poses sensuais no gramado, banco de reservas, arquibancadas e vestiários do Estádio Couto Pereira geraram muita discussão nos bastidores e corredores da praça esportiva Coxa.

Em fóruns de discussão e sites de relacionamentos, vários torcedores disseram estar incomodados ao ver tais imagens vinculadas ao Coritiba. Outra parte da torcida aprovou o ensaio e acredita ser mais um maneira de se divulgar o clube.


O problema, na verdade, é que as imagens foram usadas para promover a presença da modelo em uma tradicional casa de strip-tease na cidade. A produção das fotos, bem como o uso delas para divulgar a casa noturna, irritou o presidente do Coritiba, Jair Cirino.

- Em nenhum momento qualquer assunto dessa natureza, como um pedido de autorização, veio à mesa de discussão da diretoria. Isso não foi autorizado por nós e não se deve fazer qualquer tipo de exibição no Couto Pereira, que não seja esportiva - afirma.


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Paulo Comelli deve ser demitido hoje pelo Bahia
Terça-feira, 03/06/2008 - 07:17
O técnico Paulo Comelli pode ser demitido a qualquer momento pelo Bahia. Além da fraca campanha que o clube vem fazendo na Série B do Campeonato Brasileiro, Comelli não tem mais ambiente entre os jogadores, criticados pelo técnico após as derrotas para o santo André e Barueri.

O técnico classificou seus atletas de ''covardes''. E foi mais além: disse que o delenco tricolor é muito fraco para disputar a Segunda Divisão.

Nesta colocação aí, Comelli tem razão.

Mas, é bom lembrar, no Campeonato Baiano o Bahia era 'o maior time do mundo'. Reconhecido inclusive pela imprensa da capital e pela torcida como um 'timão' e como o 'futuro' campeão estadual.

Perdeu o campeonato e foi para a Série B de forma desorganizada, como sempre. Culpa de Comelli? Culpa, sim, desses cartolas medíocres que tomaram conta do tricolor há mais de três décadas.


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Botafogo em clima de revolta após confusão em Recife
Segunda-feira, 02/06/2008 - 10:29
de Gustavo Rotstein, no Globoesporte.com:

Enquanto Andre Luis era imobilizado por vários policiais durante a partida contra o Náutico, no último domingo, Alessandro era atendido dentro do campo pelos médicos do Botafogo. O lateral-direito afirma ter sido vítima de um spray de pimenta lançado por oficiais pernambucanos durante a confusão no Estádio dos Aflitos, na partida em que o Alvinegro perdeu por 3 a 0.

No desembarque do Botafogo no Rio de Janeiro, na madrugada desta segunda-feira, Alessandro falou pela primeira vez sobre o episódio, ainda com um olhar assustado.

- Estava tentando tirar nossos jogadores da confusão na porta do vestiário, quando alguém veio por trás de mim, levantou minha camisa e jogou o spray. A sensação foi horrível. Meus olhos começaram a arder, minha garganta fechou e não conseguia respirar, até que vomitei sangue - diz Alessandro ao Glboboesporte.com, ainda no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Enquanto passava mal no gramado, Alessandro revela o que passou pela sua cabeça.

- Só pensava na minha família, que com certeza estava vendo o jogo pela televisão e ficaria preocupada. Mas agora estou melhor.

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