Kertész acredita que decisão da oposição sairá antes do fim de abril
Quinta-feira, 22/03/2012 10:22
Do apresentador Mário Kertész, pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Salvador, em entrevista no Correio:
O que falta para a oposição se unir? Haverá mesmo essa união?
Acho que ela vai se unir. Continuo acreditando e trabalhando para isso. O que falta são determinados acertos nacionais entre Democratas, PSDB e PMDB. Na realidade, a sucessão municipal aqui passa pela política nacional. Mas o prazo está cada dia mais curto. Não acredito que isso chegue ao fim de abril. Vai sair antes.
O que mais se ouve na oposição são os critérios para escolha do nome. Uns falam sobre estrutura de campanha, outros citam pesquisas. Chegou a ver pesquisa com seu nome?
Não, nenhuma, e nem me interesso, sinceramente. Se for entender pesquisa agora, vou estar me iludindo. Acho que pesquisa é o retrato de um momento. Se você se lembrar, na última eleição presidencial, José Serra estava com 45% e Dilma com 6%. No final, a gente viu qual foi o resultado. Na última eleição municipal, estavam disparados em primeiro lugar ACM Neto e Antonio Imbassahy. Todo mundo dizia, inclusive alguns marqueteiros, que os dois é que chegariam ao segundo turno. E, no final, quem chegou? João Henrique, que estava lá embaixo e com uma rejeição altíssima, e Walter Pinheiro, que saiu apoiado pela máquina do estado.
O desenho que se vê é o PSDB e o DEM se articulando em várias praças eleitorais, apoiando e recebendo apoio mutuamente. O senhor acha possível os dois partidos marcharem juntos na Bahia sem o PMDB?
Claro que é possível. Não é provável. O Democratas e o PSDB estão tentando se articular fora daqui. Em São Paulo não está tão certo assim, porque o Democratas está entre apoiar o PMDB de Gabriel Chalita e o PSDB de José Serra.