Alô deputado Cândido Vacarezza, grande ex-líder petista! Alô Eva Chiavon, câmbio. Help!!! Alô Rosemberg... Alô Carlos Mello!!!! Por favor... Todos clamam por um serviço verdadeiramente melhor no sistema ferryboat.. |
| Esta é a carcaça que restou do ferryboat "Gal Costa" que, segundo o jornal A Tarde, foi depenado pela TWB. Em leilão, o navio foi vendido há um ano por apenas R$ 50 mil. Somente em uma peça vendida, o comprador sortudo faturou R$ 400 mil. |
A concessionária paulista TWB, reponsável pela exploração do sistema ferryboat, com fatutamento anual de R$ 70 milhões e lucro líquido estimado em R$ 25 milhões/ano, pediu mais 10 dias à Agerba para responder aos questionamentos sobre as irregularidades detectadas por uma auditoria que investigou o contrato de concessão assinado em 2006 entre a companhia paulista e o Governo do Estado.
E a Agerba aceitou o pedido da concessionária, segundo confirmou o diretor-executivo da agência de regulação, Eduardo Pessoa.
A auditoria no contrato de concessão da TWB com o Estado, que oferece bondosos 25 anos para a empresa das três letrinhas explorar o baianos que utilizam o ferryboat, foi realizada pela empresa de consultoria Fipecafi, contratada pela Agerba, com dispensa de licitação, por R$ 700 mil.
Como se tratava de um ''serviço emergencial'', a Fipecafi, que é de São Paulo, assinou o contrato com a Agerba no meio do ano de 2011. O relatório para divulgação do resultado teria que estar pronto em outubro, como a própria direção da agência tinha anunciado.
Seis meses depois, e nada. Não se divulgou uma linha sequer.
No último dia 2 de março, a Agerba entregou à TWB um calhamaço para que a cpncessionária do empresário Pinto dos Santos, que circula com desenvoltura nos bastidores do governo Jaques Wagner, se explicasse sobre as inúmeras irregularidades praticadas por ela, em 15 dias.
O prazo teminou dia 17 último, portanto.
No dia 18 a Agerba recebeu um documento da concessionária solicitando pelo amor de Deus que o prazo fosse prorrogado por mais 10 dias.
No popular, a TWB pediu penico. Literalmente. No dicionário de Aurélio
pedir penico significa 'acovardar-se'. Quando alguém pede penico então, caros leitores, é porque está em desvantagem.
Entenda a Podridão - O leitor precisa entender um pouco esta questão da TWB e a relação muito complicada com o governo do estado, ou melhor, com setores do governo. O contrato de concessão da TWB com o Estado aconteceu em março de 2006. À empresa paulista foram entregues seis navios em perfeitas condições de operação e mais dois ancorados no estaleiro Bahia Aratu. Esses últimos dois navios - "Mont Serrat" e "Gal Costa" - foram totalmente sucateados e depenados. O
JM tem em seus arquivos um relatório completo indicando as condições de cada embarcação do sistema ferryboat, datado de fevereiro de 2006.
Segundo matéria de página, com manchete em primeira página, publicada pelo jornal
A TARDE, o mais prestigioso veículo de comunicação da Bahia, quem
depenou os navios "Gal Costa" e "Mont Serrat" foi a TWB.
No dia 10 de fevereiro de 2010,
A TARDE, o nosso grande jornal da imprensa escrita da Bahia, começou a publicar uma série de reportagens sobre o verdadeiro rombo que a TWB deu no patrimônio público da Bahia.
É uma pena que dois anos depois tudo tenha sido esquecido. Parece até que o jornal não lembra mais do que houvera dito. Mas o
JM mantém aceso em seus arquivos este documento preciosíssimo de A Tarde e muitos outros. Nada de deletar. Com certeza servirão algum dia para alguma coisa.
Irregularidades - Se a questão da TWB e o seu relacionamento com setores do governo é uma coisa complicada, muito pior foi o que encontrou a Fipecafi na curta auditoria que realizou. Além do sucateamento da frota, a auditoria identificou que a TWB não cumpriu quase nada das cláusulas do contrato de concessão.
O rosário de irregularidades começa pela falta de integralização do capital, estipulado em apenas R$ 6 milhões, dinheiro que deveria ser imediatamente investido pela companhia paulista na melhoria do sistema ferryboat. Um centavo sequer caiu no sistema. A TWB ''integralizou'' os R$ 6 milhões doando ao nosso ferryboat ''velhas balsas'' para abatecer os navios do sistema com água.
É verdae, caros leitores. Pura verdade. Os ferries bebem muita água e as balsas seriam ''essenciais''. E ''doou'' até uma balsa à Bahia para ''fiscalizar'' ações de ''proteção'' ao meio ambiente na Baía de Todos os Santos. Esses equipamentos nunca chegaram por aqui. Mas, e daí? O que fez o governo? Nada. O governo bateu palmas para a TWB, como faz hoje com entusiasmo o vice-governador Otto Alencar, secretário de Infraestrutura.
"Nós tinhamos dois ferries, hoje temos sete". Lembram da frase?. Pois é. A conversa do médico ortopedista Otto Alencar hoje é a mesma de Batista Neves. Nada mudou. A mesma gaiva, a mesma enrolação. O usuário do ferryboat anda de saco cheio dessa brincadeirinha. Desde o início do governo Wagner é a mesma coisa.
Alô deputado Cândido Vacarezza, grande ex-líder petista! Alô Eva Chiavon, câmbio. Help!!! Alô Rosemberg... Alô Carlos Mello!!!! Por favor... Todos clamam por um serviço verdadeiramente melhor no sistema ferryboat.Aliás, o governo fez sim pela TWB: liberou R$ 9,2 milhões do dinheiro do cidadão para a TWB ''investir'' em um novo navio, comprou motores e equipamentos, ajudou a empresa a recuperar navios e está pagando uma verdadeira fábula para reformar os equipamentos de atracação dos terminais marítimos. Tudo 0800 para a TWB.
Além disso, a TWB também não paga seguro, deixou de pagar multas à Agerba (mais de R$ 1 milhão), não paga um centavo pelas embarcações que ela explora, sucateia e lucra em cima. E se dá ao direito de vender até carros do Estado, patrimônio público, na famosa Ilha do Rato.
Com ceteza, tem alguém forte por trás disso tudo. Não é à toa. Ninguém faria tanto pela Bahia!!!