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| O usuário sofre na fila do ferryboat. A Agerba e a Capitania dos Portos deixam a concessionária TWB fazer o que quer. |
A concessionária paulista TWB está jogando solto e não tem absolutamente ninguém para fiscalizá-la. Nem o governo, que através da Agerba parece ter abandonado de vez a sua atribuição de regular o ferryboat, e muito menos a Capitania dos Portos.
A TWB aproveita e faz o que quer.
Depois de encalhar semana passada dois navios em um manguezal da Baía de Aratu, sem que a Capitania dos Portos, avisada, tomasse qualquer providência no sentido de impedir a operação clandestina e irregular, a TWB segue praticando diversas irregularidades na travessia entre Salvador e Bom Despacho.
Os usuários passam vexame no Terminal de São Joaquim quando precisam adquirir passagens. Para o sistema de hora marcada, por exemplo, a fila é quilométrica. E mais: existe apenas um guichê para a venda de bilhetes com hora marcada. O usuário se submete a esperar duas, três horas e quando consegue ser atendido ouve, na maioria das vezes, o tradicional "não existe mais passagem" para este ou aquele horário.
Uma vergonha. Funcionários da TWB e da própria Agerba denunciam que a a concessionária não paga multas por nenhuma irregularidade que pratica. E mais, no caso da Agerba: um preposto da agência de regulação, de nome Samir Abud, encarregado exclusivamente para acompanhar o sistema ferryboat, desapareceu dos terminais da TWB.
E não cobra mais nada: nem da TWB nem dos servidores da Ageba instalados nos terminais.
O ferryboat "Anna Nery" voltou e soltar uma grande fumaça. Há 10 dias quase sofreu um incêndio em sua praça de máquina, evidenciando a falta de manutenção. O navio "Juracy Magalhães" só consegue atracar em Bom Despacho com a ajuda de um rebocador. Está visivelmente sem leme. Ontem, às 21h30, a manobra de atracação, mesmo com rebocador, durou mais de 15 minutos. E a Capitania dos Portos, o que faz? Será que não sabe dessa irregularidade ou a autoridade marítima resolveu de vez ''fechar os olhos'' para tudo de errado praticado pela TWB? E a segurança dos passageiros?
Aliás, cabe também uma perguntinha ao Ministério Público: cadê a divulgação do tal TAC que foi assinado há vários meses, com obrigando que a TWB cumprisse deiversas cláusulas de segurança e de melhoria dos serviços? Segundo a promotora Rita Tourinho, o teor desse TAC seria divulgado no final de janeiro, mas até agora nada. Está difícil, para o usuário, acreditar em alguma coisa quando o assunto é TWB e os péssimos serviços prestados à população.