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Greve da PM
Jesus Prisco: mártir dos grevistas e pedra no sapato de Jaques Wagner
Sábado, 11/02/2012 22:29

Na Bahia, a figura do líder da greve dos policiais militares Marco Prisco divide opiniões. Para os grevistas, ele é um perseguido; para a imprensa, um terrorista. E para o governador, um ex-aliado rancoroso

Durante os dez dias de ocupação da Assembleia Legislativa da Bahia pelos policiais militares em greve, um nome era recorrente nas conversas das pessoas que aguardavam o desfecho da situação do lado de fora: Jesus Prisco. Assim se referiam ao ex-soldado do Corpo de Bombeiros Marco Prisco Caldas do Nascimento, de 42 anos, preso após a desocupação do prédio na última quinta-feira.

No centro das atenções por liderar a paralisação dos PMs, a figura de Prisco inspira tantas controvérsias quanto o referencial bíblico que motivou seu apelido. Para os grevistas, é um mártir. Para a imprensa baiana, é o responsável por promover o terror no estado. E para o governador Jaques Wagner, um ex-aliado que se tornou uma verdadeira dor-de-cabeça.

Foto
O presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares (Aspra), Marco Prisco, foi preso em Salvador
Nascido em uma família numerosa na cidade de Catu, interior da Bahia, Prisco se mudou a Salvador para servir o Exército. Decidiu que não seguiria carreira militar por não se sentir bem com o regime do Exército. Optou então pela Polícia Militar e entrou para o Salvar, um dos grupamentos do Corpo de Bombeiros, no final da década de 1990.

Prisão - Poucos anos depois já lideraria uma tentativa de aquartelamentos durante a greve da PM baiana em 2001 – marcada na memória dos baianos como um episódio em que a violência tomou conta do estado. Ele chegou a ficar preso e acabou expulso da PM.

Os familiares garantem que, desde então, sofre perseguições e que a mulher e os dois filhos de Prisco – uma menina de 4 anos e um menino de 10 – tiveram que sair de Salvador. “Acho que por isso ele quase nunca falava das questões sindicais com a gente. Preferia deixar o resto da família fora disso”, contou um irmão de Prisco ao site de VEJA sob a condição de anonimato.

Com a expulsão da PM, Prisco se lançou de vez no sindicalismo. Mesmo sendo ex-soldado, fundou, em 2009, a Associação dos Policiais e Bombeiros da Bahia (Aspra), ligada a uma entidade nacional chamada Anaspra. Hoje é presidente da associação, que liderou a atual paralisação dos PMs na Bahia.

Antes disso, Prisco foi filiado ao PT e, segundo amigos e familiares, fez campanha nos quartéis para Jaques Wagner nas eleições para deputado estadual e governador. Na disputa ao governo da Bahia em 2006, o apoio foi dado em troca de supostas promessas de melhorias salariais para a categoria e reintegração de Prisco ao quadro da Polícia Militar – o que o governador nega.

Guerra - A resposta do ex-soldado veio em 2010, quando, já fora do PT, participou da campanha de Geddel Vieira e disse, no horário eleitoral, se sentir traído por Wagner. Estava declarada a guerra do sindicalista ao atual governo do estado. E Prisco, de aliado, passou a ser a pedra no sapato de Wagner. A greve tem gerado desgaste político para o governador e para o PT, pelo menos dentro da categoria policial.

Fidelidade partidária não parece ser um traço forte na personalidade de Prisco. Hoje filiado ao PSDB, nas últimas eleições foi candidato a deputado estadual pelo PTC. Há quem veja na militância do ex-soldado uma tentativa de se projetar na política e se unir ao grupo evangélico ou de policiais que atuam no legislativo. A quantidade de políticos que se meteram no meio do movimento justifica essa suspeita. Mas, para os policiais grevistas, Prico é um líder natural, consequência de sua persistência na militância.

"O líder Marco Prisco foi criado pelos próprios governos que o perseguiram e prenderam, e mesmo assim ele não desistiu. Isso fortaleceu a figura dele e do próprio movimento", afirma o soldado Ivan Carlos Leite, atual porta-voz dos grevistas da Bahia.

Gravações – Entretanto, a credibilidade de Prisco diante da tropa e da Bahia foi abalada pela divulgação na imprensa de gravações telefônicas e trocas de mensagens de celular nas quais articularia ações de vandalismo, a invasão de um quartel e um movimento de greve nacional da polícia.

No dia seguinte à publicação do material, pelo menos três jornais de Salvador associavam a figura de Prisco ao clima de terror estabelecido na cidade. Ao contrário do grupo mais radical da PM, que vê Prisco como vítima de manipulação, a imprensa baiana não poupa o sindicalista diante da opinião pública. E as gravações parecem ter sido a gota d’água para o esperado fim da greve pela população baiana.

Preso no Complexo Penitenciário do estado, Prisco aguarda, fora dos holofotes e longe da tropa, que seus advogados apresentem um pedido de habeas corpus na semana que vem. Mesmo que os grevistas neguem, o movimento perdeu força com a saída de cena do seu principal líder. Já o que Prisco perderá ou ganhará com o desfecho da paralisação vai depender do desfecho do movimento e das consequências dele para a Bahia. (Cida Alves, na Veja)

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