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| Este é o ferry "Agenor Gordilho". Em menos de um ano, foi encalhado duas vezes em manguezal. É o caranguejo maior da TWB. |
Salvador - Menos de 15 dias depois de ter encalhado o ferryboat "Juracy Magalhães" em um manguezal da Baía de Aratu, a concessionária TWB voltou a repetir a operação, que é considerada totalmente irregular e clandestina pela Capitania dos Portos. Ontem à tarde o ferry "Agenor Gordilho" foi deslocado às escondidas para Aratu, com previsão de retornar hoje (9) ao Terminal de Bom Despacho.
A Agerba, agência de regulação responsável pela fiscalização da TWB, nada revelou sobre o assunto. A Capitania dos Portos foi contactada por telefone e e-mail pelo
Jornal da Mídia, mas até o fechamento desta matéria não havia se pronunciado. Quando o ferry "
Juracy Magalhães" foi encalhado no dia 26 de janeiro no manguezal de Aratu, a Capitania condenou a medida da TWB e garantiu que iria notificar e multar a concessionária com base na Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.
A prática irregular adotada pela TWB já foi repetida dezenas de vezes desde que a concessionária paulista chegou à Bahia, em 2005. A operação, que também é realizada na praia de Gameleira, nas proximidades do Terminal de Bom Despacho, é feita clandestinamente e o objetivo é evitar que a empresa desembolse recursos com a docagem dos navios na Base Naval de Aratu. A desculpa da TWB é que os navios são encalhados para fazer ''reparos no casco''.
Além de prejudicar o meio ambiente, com a liberação de óleo combustível e detritos, a TWB causa um grande prejuízo também ao patrimônio público. Com o navio encalhado, toda a estrtura física da embarcação é comprometida. Este é mais um motivo para o sucateamento sem precedentes da frota do sistema ferryboat.
Aproveitou a Greve - Funcionários da TWB revelaram ao JORNAL DA MÍDIA que os diretores da empresa aproveitaram a repercussão da greve da Polícia Militar para tirar clandestinamente o ferryboat do tráfego e colocá-lo no manguezal da Baía de Aratu.
"A operação foi armada terça-feira de noite e foi mantida em sigilo, para que a Capitania dos Portos e a Agerba não tomassem conhecimento. O navio "Agenor Gordilho'' partiu para Aratu à tarde e às 17 horas já estava encalhado", disse a fonte do JM.
Em menos de um ano, o "Agenor Gordilho'' foi encalhado duas vezes no manguezal de Aratu.
A operação com o mesmo navio já tinha acontecido em 17 de maio de 2011 e também na oportunidade a Capitania dos Portos condenou a TWB. Só que a concessionária, na prática, continua passando por cima da autoridade marítima e sequer se importa com a Agerba.
Na época, o diretor da Agerba, Eduardo Pessoa, garantiu que não iria mais permitir o abuso da TWB contras as embarcações do Estado. Hoje, Pessoa não diz mais absolutamente nada. Se recolheu. Segundo se informa, quem conduz o assunto TWB agora é exclusivamente a Secretaria de Infraestrutura, por determinação do secretário Otto Alencar.
Informações chegadas ao
JM apontam que o encarregado da Agerba para cuidar da TWB, Samir Abud, deixou de se reportar a Eduardo Pessoa. No encalhe anterior, o do "Juracy Magalhães", Abud só ''soube'' da ocorrência através do
JM.