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| Eduardo Pessoa (esquerda), diretor-executivo da Agerba, estaria irritado com Pinto dos Santos, o dono da TWB, que não segue em hipótese alguma as determinações da agência. Se a coisa continuar assim, independente de um acidente que pode acontecer a qualquer momento, em pouco tempo os navios do Estado estarão servindo, por exemplo, em Santa Catarina... |
Um rebocador foi acionado agora à tarde pela concessionária TWB para tentar desencalhar o ferry "Juracy Magalhães Jr." em um banco de areia na Baía de Aratu. Sem nenhum comunicado à Agerba ou à Secretaria de Infraestrutura, o navio, que estava desaparecido desde ontem à tarde, foi encalhado para fazer ''manutenção''. A prática de encalhar navios em manguezais ou na praia é adotada pela TWB desde 2005, apesar de contrariar a Capitania dos Portos e os órgãos de defesa ambientais, como Ibama e IMA. Ela é praticada para evitar pagamento de docagem na Base Naval de Aratu.
O ferry "Juracy Magalhães Jr." foi encalhado no final da tarde de ontem (25). O navio desapareceu misteriosamente e de repente no rumo da travessia Salvador-Bom Despacho - não foi visto nem no Terminal de são Joaquim (Salvador) nem em Bom Despacho, na Ilha. Hoje pela manhã com exclusividade o J
ORNal DA MÍDIA descobru que o ferry encontrava-se na Baía de Aratu. Com a matéria divulgada por volta das 9h pelo
JM, a Agerba entrou em ação e procurou saber a TWB onde realmente o navio se encontrava.
O JORNAL DA MÍDIA tentou contactar com a Capitania dos Portos, mas não obteve retorno.
O diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, teria ficado irritado com as informações divulgadas pelo
JM. "Esse pessoal da TWB está querendo avacalhar e eu vou dar o troco na hora certa. Tiraram o navio para o manguezal sem sequer consultar a Agerba. Não vai ficar assim", teria reagido Edurdo Pessoa, segundo disseram fontes da Agerba ao
JORNAL DA MÍDIA.Investigação - A TWB está sendo investigada por uma auditoria contratada pela Agerba, que já encontrou várias irregulaidades praticadas pela empresa paulista. Além de descumprir várias normas de segurança exigidas pelo regulamento da agência de regulação, expondo em risco a vida dos usuários, a TWB não cumpriu a maioria absoluta das cláusulas do contrato de concessão que celebrou com o Estado, em 2006.
A TWB, segundo o relatório preliminar da Fipecafi, consultoria contratada pela Agerba, sequer integralizou o capital - não investiu um centavo sequer na melhoria do sistema ferryboat, apesar de arrecadar anualmente R$ 70 milhões. A Agerba, segundo fontes ligadas ao diretor-executivo Eduardo Pessoa, tenta descobrir para onde a empresa mandou o dinheiro que ganhou na Bahia nos últimos seis anos.
O contrato da TWB com o Governo da Bahia foir firmado em março de 2006. A empresa paulista aportou em nosso estado no governo de Pauo Souto, depois de ter sido praticamente expulsa de São Paulo, onde explorava a travessia Santos-Guarujá. O motivo da expulsão: os péssimos serviços prestados aos paulistas. Aqui seguiu fazendo a mesma coisa, mas foi abençoada pelo governo de Jaques Wagner. Ninguém sabe o real motivo, mas foi.
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Desde que chegou à Bahia trazida por emissários do então secretário Eraldo Tinoco, dois então diretores da Agerba, a TWB se envolveu em uma série de acidentes na travessia Salvador-Bom Despacho. Teve até ferry batendo com navio cargueiro na Baía de Todos os Santos, no final de 2007. A empresa, que tem um ''estaleiro'' em Santa Catarina, construiu dois navios e vendeu ao Estado: o "Ivete Sangalo" e o "Anna Nery". Os dois foram financiados pelo BNB e por fundos da Marinha Mercante. O Estado contribuiu com uma verba especial de R$ 9,2 milhões.
O custo das duas embarcações, que chegaram no governo de Wagner, girou em torno de R$ 70 milhões. A Agerba, agência de regulação do governo, não avaliou no mercado o valor estipulado pela própria TWB. Um verdadeiro escândalo, mas que o governo da Bahia sempre procurou minimizar para esconder da opinião pública. Nos bastidores da Agerba comenta-se que a TWB ajudou campanhas políticas de vários deputados, de partidos diversos.
O ''plano futuro'' da TWB seria montar um ''estaleiro'' em Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, para construir embarcações de apoio para o Pré-Sal da Petrobras. O ''pojeto'' chegou a ser apresentado ao governo e à Prefeitura de Itaparica. O governo Wagner teria recebido a tempo informações de que que a empresa não possuía tanta qualificação e desistiu da ideia.
Informações apuradas pelo
JM indicavam que no âmbito do governo existiam dois ou três nomes apoiando a ideia da TWB. Mas Wagner não teria ficado satisfeito e foi tentar buscar na Espanha uma empresa realmente capacitada e com dinheiro para investir no negócio.
Teria tentado na Europa, inclusive, sensibilizar uma empresa do ramo de navegação a assumir a travessia Salvador-Bom Despacho explorada pela TWB.
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JORNAL DA MÍDIA.