Wagner articula para encaixar Gabrielli no governo
Quarta-feira, 25/01/2012 09:49
O governador Jaques Wagner (PT) e o secretário de Relações Institucionais (Serin), Cézar Lisboa (PT), devem sentar-se à mesa nos próximos dias para definir a secretaria que será comandada por José Sérgio Gabrielli (PT), após sua saída oficial da presidência da Petrobras, que ocorrerá no dia 13 de fevereiro.
Depois dessa data, é possível que já se saiba qual área do governo o petista irá dirigir com o intuito não apenas de dinamizar a gestão, mas de mexer suas peças e se articular politicamente para se tornar um dos nomes viáveis em 2014.
Nos bastidores, a grande aposta é que ele irá conduzir a Secretaria de Planejamento, atualmente comandada pelo deputado federal Zezéu Ribeiro (PT), mas são apontadas as pastas da Fazenda, de Carlos Martins, que sairá para concorrer à Prefeitura de Candeias, e ainda em menor grau a de Indústria e Comércio, do secretário James Correia.
Ainda é citada também a Secretaria de Desenvolvimento e Combate à Pobreza, caso Carlos Brasileiro saia para disputar em Senhor do Bonfim. Enquanto Wagner decide, o presidente da Petrobras afirmou que só virá para a Bahia após retornar do Fórum Econômico Mundial em Davos. Ele cumprirá a agenda de encontros e palestras que já tinha marcado.
As mudanças na de Planejamento já estariam sendo cogitadas pelo governador. A pasta projeta grandes obras como a do metrô e a ponte Salvador-Itaparica, sendo responsável pelos estudos de viabilidade. A da Fazenda seria compatível com o perfil técnico de Gabrielli que é economista.
Já a de Indústria e Comércio daria poder de fogo nas relações, com a possibilidade de o petista se tornar um grande articulador para trazer mais indústrias para Bahia, alargando também os contatos empresariais e comerciais.
A pasta de Combate à Pobreza dá uma amplitude também por movimentar o programa Bolsa Família, considerado uma mina eleitoral, já que abrange uma imensa camada de eleitores nas classes de baixa renda. (Lilian Machado, Tribuna)