Sem patrocínio da Bahiatursa, 'Caetanave' fica de fora do Carnaval
Segunda-feira, 23/01/2012 10:49
O trio elétrico monumental levantou o Carnaval de Salvador
No contexto em que o espaço para personagens da história do Carnaval de Salvador tem ficado cada vez mais reduzido, o único arquiteto vivo da estrutura do trio elétrico, Orlando Campos Tapajós, está prestes a entregar os pontos na luta por levar às ruas, na folia momesca, a nova versão da Caetanave, que completa este ano 40 anos de existência.
A Empresa Bahia Turismo (Bahiatursa) não deve patrocinar o projeto de R$ 450 mil já que o teto para investimento para cada um dos 19 trios elétricos que vão às ruas este ano é de R$ 170 mil.
Com 56 anos de Carnaval, Tapajós tenta o patrocínio de R$ 450 mil do governo do Estado da Bahia e diz lutar para realizar o que considera o último sonho em vida: colocar a Caetanave de novo na avenida. Lutando contra um câncer de próstata, o criador da estrutura metálica que faz a festa momesca já sofreu dois infartos e um derrame. Andando com o auxílio de uma bengala, corre de um lado ao outro em busca de patrocínio. O trio elétrico monumental ganhou as ruas de Salvador em 1972, desenhado com base em uma reportagem da revista Manchete que falava da corrida espacial.
“Vi o desenho da nave em uma revista, quando voltava em um avião de São Paulo, onde fui comprar material para o trio”, explicou.
Apesar da luta, Orlandinho Tapajós, como é conhecido, conta com humor como projetou o objeto há 4 décadas. “Quando vi o desenho na revista fui ao banheiro, tirei um pedaço da folha da revista, coloquei na meia e levei para casa”, lembrou.(A Tarde)