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Política
Para setores de Wagner, não haverá unidade das oposições.
Sábado, 21/01/2012 09:57

O posicionamento expressado pelos peemedebistas nos últimos dias, com a cobrança direcionada aos democratas para que se decidam, o quanto antes, o nome que representará o grupo nas urnas em outubro denotou aos olhos dos governistas que a tão sonhada unidade da oposição está longe de ser conquistada, como os mesmos planejaram em encontros que começaram há mais de seis meses.

Líderes de partido e representantes da ala ligada ao governo aproveitaram para alfinetar a “falta de coesão” dos adversários para as eleições em Salvador. Pré-candidato do PT ao Palácio Thomé de Souza, o deputado federal Nelson Pelegrino foi o primeiro a se pronunciar sobre o cenário da oposição em Salvador, formada pelo PMDB, DEM, PSDB.

Pelegrino disse ter extraído duas leituras diante dos recentes episódios. “A de que não há unidade na oposição e a de que Mário Kertész não é candidato”, disse. Crítico do envolvimento do PMDB na conjuntura da oposição baiana, o presidente estadual do PT, Jonas Paulo, disse que unidade favoreceria a polarização e a disputa em torno de projetos.

“O nosso estadual e nacional contra o deles demo-tucano que aqui infelizmente é alimentado pelo PMDB”, afirmou. Segundo Jonas, esse movimento, porém, não tira do PT “a ideia de que é possível e necessário construir a unidade para a vitória no primeiro turno”, frisou. Era um desejo do PT que a oposição se unisse, forçando que o mesmo acontecesse com a base de sustentação ao governo Wagner. “O melhor cenário seria eles unidos contra nós.

Apesar de ponderar em sua opinião ao dizer que não podia se pronunciar sobre as questões da oposição, a senadora Lídice da Mata, presidente do PSB baiano, também cutucou a movimentação “Nós não estamos com pressa. Se eles estão, é problema deles”, afirmou. O presidente do PCdoB, deputado federal Daniel Almeida, foi incisivo ao dizer que não viu nenhuma novidade na ameaça de Kertész em deixar o processo, explicitando a ausência de unidade.

“Sempre achei que isso não era algo fácil de alcançar”, afirmou. A relação das eleições 2012 e 2014 foi lembrada pelo secretário geral do PP, Jabes Ribeiro, como um dos motivos do impasse. “Isso dificulta as coisas. Sabemos que quem liderar o processo de 2012 certamente se fortalecerá para 2014 e aí é que está o nó da questão. Por essas últimas demonstrações notamos que não tem sido fácil”. (Lilian Machado)

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