O governo apoia, apoia, incentiva, dá mimo, investe dinheiro público numa empresa privada, mas a TWB não tem jeito. O serviço continua ordinário e tem até ferryboat sem leme em operação. Um perigo. Uma irresponsabilidade!. |
| A bagunça na fila do ferryboat da TWB, hoje, às 11h: enquanto o governo apoia a empresa paulista, usuários sofrem por conta de um serviço caótico. |
Salvador - Bem diferente do que diz a TWB através de sua propaganda suspeita e enganosa, o sistema ferryboat continua um caos. Bem diferente do que promete e alardeia constantemente o secretário de Infraestrutura, o médico ortopedista Otto Alencar, a travessia explorada pela TWB não opera com sete navios e continua uma vergonha, mesmo com o governo dispensando toda atenção e apoio à concessionária.
Hoje só tinham três em tráfego e atender com esta frota no verão, fica difícil. Por isso o governo ''justifica'': a ''demanda reprimida'' cresceu. Claro, vai crescer sempre. Se não tem capacidade de atendimento, mesmo a demanda reprimida cresce.
Nesta manhã de quinta-feira (19), um dia comum, sem nenhum feriado prolongado, a fila ultrapassou a Feira de São Joaquim e a bagunça foi generalizada: usuários não tinham nenhuma indicação onde a fila começava, entravam na feira, ficavam presos e eram obrigados a fazer o retorno até a Calçada para começar a ser castigado. Não existia ninguém da TWB para pelo menos sinalizar e a Transalvador, acionada diversas vezes, desapareceu.
"Isso aqui é um mangue. Nunca vi tanta esculhambação em nenhuma cidade como esta. Morri de perguntar como conseguia chegar na fila e ninguém sabia", reclamava o turista José Castro Leal, do Rio de Janeiro, que veio passar uns dias em Salvador. Ele disse que optou pelo ferryboat da TWB porque no hotel foi informado que ''tinha navio à vontade''. Só para se livrar, já na fila, à altura da Feira de São Joaquim, José sofreu 2h50m.
O sistema ferryboat que o secretário Otto Alencar costuma dizer que "eram dois navios e agora são sete", segue capengando em todos os níveis - tanto no atendimento ao usuário, como operacionalmente.
Irresponsabilidade - "O problema é que a TWB fez uma meia sola nos navios. Mas eles não suportam, quebram toda hora", conta um funcionário da TWB, no Terminal de São Joaquim, a um outro ''turista'', que de máquina fotográfica na mão filmava tudo.
Para se ter uma ideia do remendo que a TWB faz nos navios, o ferry dose-dupla "Juracy Magalhães" está operando com o leme defeituoso. Um comandante da embarcação se recusou a atracar o navio em Bom Despacho, temendo um acidente. Foi ameaçado pela empresa e deve perder o emprego nas próximas horas.
Isto aconteceu no último domingo. A TWB providenciou às pressas um rebocador para auxiliar as manobras do "Juracy Magalhães". Uma irresponsabilidade total, praticada nas barbas do governo, que sempre encontra um jeitinho de defender a concessionária paulista das três letrinhas, que segue maltratando os baianos com o seu ''infernoboat''.
•
Leiam outras informações logo mais.