Sempre que provocado sobre a situação de Salvador e a colaboração do Estado, o governador Jaques Wagner, como na entrevista da última segunda-feira à Tribuna da Bahia, cita a Via Expressa, o Hospital do Subúrbio, o emissário submarino e a genérica “mobilidade urbana”, representada pelo metrô da Paralela, que nem edital de licitação tem.
Ora, não se discorda da importância dessas obras, mas a verdade é que Salvador, com suas extremas carências, é muito mais que isso. A cidade está num processo de degradação visível em todos os quadrantes: lixo, destruição urbana, iluminação deficiente, jardins sem cuidado, esgotos e buracos, sem falar na perda lamentável dos encantos da orla marítima.
O aspecto mais importante: a capital tem poucos 325 quilômetros quadrados e faz parte da Bahia, sendo, por assim dizer, a vitrine principal do Estado. Abandoná-la por motivação política, ou fazer de conta que se lhe está prestando ajuda, é uma atitude que, na época devida, será cobrada de todos os responsáveis. (Por Escrito)