Wagner acha cedo se afirmar que Pelegrino não empolga
Segunda-feira, 09/01/2012 08:26
O governador Jaques Wagner (PT) começa 2012 afirmando que os baianos podem esperar muito empenho dele para implementar projetos importantes no Estado, mas pondera ao dizer que não vai fazer pirotecnia com anúncios de obras. Ele cita as inaugurações da Arena Fonte Nova, do Parque Tecnológico, a vinda das fábricas do Boticário, da JAC Motors, como alguns destaques. Condutor do processo eleitoral que envolve vários pré-candidatos de sua base, Wagner disse que vê com naturalidade essa movimentação e que até abril ainda haverá tempo para fazer as aproximações. O governador minimiza ainda o fato de o correligionário Nelson Pelegrino não ter empolgado nas pesquisas. Segundo ele, há uma precipitação no processo de avaliação. EM entrevista à Tribuna da Bahia, Wagner admitiu que ainda não dá pra falar em 2014 sem ter ideia do desempenho eleitoral de 2012. Sua prioridade ao falar sobre o assunto é o de “manter ao máximo a base unida”.
O nome de Pelegrino não é consenso na base aliada. Como o senhor vê essa movimentação de várias pré-candidaturas?
Jaques Wagner - Até agora eu vejo com naturalidade. Eu acho que a gente tem um tempo até abril, entre final de abril e começo de maio, até porque depois vem as convenções consolidando os nomes. Eu acho que a gente tempo para fazer as aproximações e negociações, mas eu já disse várias vezes que eu não vejo necessariamente como problema o fato de você ter mais de uma candidatura. Isso pode representar a riqueza de nossa base que é muito grande e por isso não há uma imposição de que tem que ter apenas um. Há um desejo e eu trabalho nesse sentido de que a gente se unifique que eu acho melhor, até olhando para 2014, para que haja um entendimento que envolva também 2014, mas não é para mim nenhum absurdo o fato de ter mais uma candidatura. Aí cabe aos partidos, aos candidatos e evidentemente cabe a mim que sou condutor do processo trabalhar para que isso aconteça. Agora lembro que em 2008 a gente teve três candidaturas dentro da base e duas delas foram para o segundo turno.
Como observa o fato de a candidatura do deputado federal Nelson Pelegrino não empolgar mesmo não existindo prévias?
Jaques Wagner - Primeiro eu considero precipitada a avaliação do processo eleitoral de 2012. É bom que a gente lembre da Dilma, é bom que a gente lembre do Jaques Wagner em 2006 e mesmo em 2010. É bom que a gente lembre também da eleição municipal de 2008. Todo mundo dizia que Neto e Imbassahy empolgavam e que nós estaríamos fora do segundo turno. Aconteceu diametralmente o oposto. As pessoas estão se precipitando nas avaliações e isso é próprio da angústia dos jornalistas e dos políticos que querem ver um cenário mais definido, mas eu pelo menos com a experiência que vivi isso só começa a se definir de agosto pra frente. As candidaturas se definem antes, mas a população só começa a olhar para eleição 75 dias antes, as preferências se consolidam a partir de agosto. Hoje eu acho que ficar fazendo pesquisa todo mês e achando que isso é resultado de alguma coisa – vou repetir o que aconteceu comigo em 2006 e até mesmo em 2002 quando eu não ganhei a eleição, mas saí de 1% para 38%. É preciso entender que quem está antenado em eleição somos nós do mundo da política, no caso, nós, políticos e os jornalistas que cobrem política. O povo está fazendo avaliação dos governos atuais, não está pensando em quem vai colocar na eleição. Eu me lembro que havia muita angústia com a Dilma, se dizendo que ela não empolgava, não emplacava e ela está aí eleita com 12 milhões de votos do segundo colocado que começou até na frente dele. Eu acho precipitado, mas, tudo bem, eu entendo o jogo. Você tem que ter notícias, os políticos têm que ter assunto, então fica nessa.