O Rio nunca esteve tão cheio de turistas. Se houve queda no número de europeus e americanos, a compensação veio com vizinhos sul-americanos e o público de outros Estados brasileiros.
O investimento dos governos municipal e estadual para transformar a cidade em uma “capital mundial de eventos” rendeu frutos. Mas também escancarou a falta de estrutura para receber a crescente demanda.
A austríaca Constance Niedermaier, de 27 anos, por exemplo, desistiu de conhecer o Cristo Redentor. “Estou de férias, mas não tive paciência para esperar. Um amigo levou oito horas para fazer todo o passeio.”
O desconforto não é exclusivo de turistas. Moradores de Laranjeiras, na zona sul, reclamam dos engarrafamentos provocados por quem vai até o Corcovado.
Segundo a Empresa Municipal de Turismo (Riotur), a cidade receberá mais de 3 milhões de turistas neste verão –12,4% mais que na temporada passada. A expectativa é de que eles gastem US$ 2,233 bilhões, ante US$ 1,976 bi no verão passado. (Pedro Dantas e Tiago Rogero,Estadão.com)