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:: Alô Bahia ::
Bom Exemplo
Zé Neto passa sete horas na fila do ferryboat e vira o cão
• Por Redação do JORNAL DA MÍDIATerça-feira, 03/01/2012 16:48

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Este é Jayme Rangel. No início do governo Wagner, era funcionário em cargo de comissão da Agerba, a agência que diz ''fiscalizar'' a TWB. Ele foi trasnformado depois em '''diretor de relações institucionais'' da TWB. Rangel acusou o deputado Zé Neto, há um ano, de ser portador de uma ''carteirinha de prioridade'' no ferryboat, para passar na hora que quisesse. Mesmo depois de ter trocado a Agerba pela empresa das três letrinhas, continua com livre trânsito dentro da agência de regulação do governo e resolve inclusive as questões de multas contra a TWB. Dizem que a TWB deve mais de R$ 4 milhões ao Estado só em multas. E não paga um centavo sequer. Ninguém sabe que mágica é feita dentro da agência para tanto perdão.
Salvador - O líder do governo Wagner na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), também foi na onda da imprensa e se acabou todo ao atravesssar, nesta terça-feira (3), da Ilha de Itaparica (Bom Despacho) utilizando o ferryboat explorado pela TWB. Zé Neto, que fez a travessia como um passageiro comum, sem utilizar de qualquer privilégio oferecido a alguns segmentos pela TWB, levou nada menos que sete horas para atravessar com seu carro para a capital.

Há exatamente um ano, Zé Neto foi acusado pelo funcionário da TWB de nome Jayme Rangel, ex-assessor da diretoria da Agerba, que se identifica em entrevistas à imprensa como "diretor de relações institucionais da TWB", de ser portador (Zé Neto) de uma carteirinha de prioridade para usar o ferryboat.

O deputado rechaçou imediatamente o ''diretor'' da TWB, chamando-o de mentiroso e afirmando que a ''prioridade'' que ele tem era expulsar a TWB da Bahia. Depois desse lamentável episódio, transmitido ao vivo por uma emissora de rádio, Zé Neto virou líder do governo e nunca mais se ouviu o deputado fazer qualquer comentário contra a empresa paulista das três letrinhas, de ordinários serviços prestados à Bahia.

Mas, voltando às 7 horas que Zé Neto passou na fila do ferryboat, hoje. O episódio realmente é muito lamentável, mas proveitoso. O deputado, que é líder do governo que injeta dinheiro público em uma empresa privada, sentiu mais uma vez na pele o que o cidadão comum passa diariamente no ferryboat da TWB.

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Antes de ser líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado Zé Neto garantiu que a sua ''prioridade'' era tirar a TWB da Bahia. E agora deputado? Qual é a sua pioridade real em relação à TWB?
O mais lamentável é que o parlamentar estava em seu carro, debaixo de um sol intenso, em companhia de sua mãe, que tem problemas de saúde.

Se tivesse a ideia de pegar a estrada, levaria no máximo três horas para chegar em Salvador. Mas Zé Neto, repetimos, foi na onda da mídia espalhafatosa, que hoje deu até CARTÃO VERDE para a TWB pela ''grande operação'' do Ano Novo. Imaginem!!!

Caros leitores, perdoem por favor, mas este espaço aqui do JORNAL DA MÍDIA, o "Alô Bahia", tem uma linha editorial um pouco diferente. Uma linha mais solta, onde se pode divulgar as coisas com mais detalhes.

O deputado Zé Neto foi na onda porque quis. Ele estava passando uns dias no Condomínio Arauá, um dos melhores da Ilha, e devia saber que a TWB não merece confiança, apesar de o governo que ele defende, o de Wagner, ter em seu contexto geral padrinhos e madrinhas da companhia paulista, que aqui chegou pelas mãos de Paulo Souto. Dra. Eva Chiavon, hoje no governo federal, que o diga. Existem deputados do PT, PMDB, PDT, PP, etc, etc, etc, que sempre defendem a TWB. Qual o motivo? Só um auditoria poderia explicar.

Vale lembra um episódio: quando secretário de Infraestrutura do governo da Bahia, o hoje chefe da Casa Civil da Prefeitura de Salvador, João Leão, procurou o então secretário de Planejamento, Walter Pinheiro, para pedir que fosse colocada no orçamento do estado uma fabulosa verba de milhões, para que a TWB construísse e vendesse ao Estado navios novos.

Pinheiro teria dado gargalhadas e respondeu a Leão que ele pedisse à TWB para se enquadrar e que tirasse o nome de um navio da frota, o "Pinheiro", imediatamente, diante do quadro de caos do ferryboat. Realmente tem um ferry batizado de "Pinheiro", mas que não tem nada a ver com o senador. Pinheiro estava apenas tirando um sarro. João Leão, o dublê de prefeito de Salvador, ficou meio desconfortável e desconversou. O dinheiro que a TWB queria: R$ 205 milhões.

Para que não haja dúvidas, o JORNAL DA MÍDIA vai citar aqui, com base em posições anteriores, os parlamentares do governo que nunca foram na onda da TWB: o próprio Zé Neto, que antes de ser líder criticava a empresa paulista, o deputado federal Nelson Palegrino, crítico fervoroso, e o senador Walter Pinheiro.


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