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Economia
Indústria começa segundo semestre com crescimento moderado
Quinta-feira, 09/09/2010 - 17:40

Brasília – A atividade industrial do país começou o segundo semestre em ritmo de crescimento moderado, de acordo com pesquisa divulgada hoje (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) referente ao mês de julho. De acordo com números apresentados por Marcelo Ávila, da unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, o faturamento cresceu 3,6% na comparação com junho, as horas trabalhadas aumentaram 1,6% e o emprego avançou 0,5%.

São indicadores significativos, segundo ele, principalmente se for levado em conta que o setor apresentou um ritmo forte de expansão industrial nos primeiros meses do ano, seguido de uma acomodação no segundo trimestre. Apesar da maior atividade industrial em julho, a utilização da capacidade instalada (UCI) recuou pelo terceiro mês consecutivo - de 82,5% em junho para 82,3% em julho - na contramão do “crescimento intenso e continuado do emprego”, destacou Ávila.

A pesquisa da CNI constatou que o faturamento real da indústria de transformação expandiu 8,9% em relação ao mesmo mês do ano passado e já é 4,2% superior ao período pré-crise, em setembro de 2008. O indicador de horas trabalhadas também cresceu 8,1% em relação a junho de 2009, mas ainda permanece 2,2% inferior ao patamar pré-crise. Enquanto isso, a taxa de evolução do emprego acelerou 7,3% comparado a julho de 2009 e também ultrapassa o período pré-crise em 0,8%.

Como o aumento do emprego impulsiona os salários, Marcelo Ávila informou que a massa salarial da indústria cresceu 3,6% no mês de julho na comparação com junho, e expandiu 8% em relação a julho do ano passado. No acumulado do ano, o aumento é de 5,6% sobre igual período de 2009.

Embora com números mais modestos, a estabilidade de preços também possibilitou 0,8% de ganho no rendimento médio real do trabalhador este ano, comparado aos sete primeiros meses do ano passado.

O analista da CNI disse que 14 dos 19 setores da indústria tiveram expansão e oito deles se destacaram pelo maior ritmo de crescimento da atividade: veículos automotores, material eletrônico e de comunicação, máquinas e materiais elétricos, máquinas e equipamentos, produtos de metal, química, outros equipamentos de transporte e minerais não metálicos. A nota destoante ficou por conta dos quatro setores com queda de faturamento: refino e álcool (-7,2%), têxteis (-7%), madeira (-4,2%) e papel e celulose (-0,2%).

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