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Governo
Amorim defende a manutenção das forças de paz da ONU no Congo
Quinta-feira, 09/09/2010 - 17:39

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (9) que o governo brasileiro acompanha com atenção e preocupação as denúncias de violação de direitos humanos na República Democrática do Congo. Amorim defendeu a manutenção, por tempo indeterminado, das forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no país africano. Segundo ele, a perspectiva de eleições gerais colabora para mudanças positivas na região do centro do continente.

Amorim se reuniu hoje, no Itamaraty, com o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação da República do Congo, Basile Ikouébé, país vizinho à República Democrática do Congo. “Discutimos um pouco sobre a situação [da República Democrática do Congo], que como todos sabem, é de total descontrole”, disse o chanceler.

Em seguida, o ministro acrescentou que: “Discutimos sobre a perspectiva das eleições, das inquietações que existem, da importância de se manter a força de paz lá [na República Democrática do Congo]”.

Amorim lembrou que uma das preocupações, além do agravamento da violência na região, é que muitos dos que deixam o país seguem para a vizinha República do Congo.

A estimativa é que nos últimos meses cerca de 500 mulheres e crianças foram vítimas de violência sexual na República Democrática do Congo. Os crimes, segundo autoridades da ONU, ocorrem principalmente em áreas isoladas.

Ontem (8), o enviado especial das Nações Unidas ao Congo, Atul Khare, reconheceu que as forças de paz no país falharam, depois que uma série de estupros ocorreram em locais próximos a bases das forças de paz da ONU. O assunto foi tema de uma sessão extraordinária da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Desde 1993 a onda de violência no país aumentou, a ponto dele ser chamado de a capital mundial do estupro. O Leste do Congo sofre ações de violência do exército, de milícias locais e de países vizinhos, como Ruanda. Apesar de ter sido firmado um acordo de paz e da formação de um governo de transição, a população vive aterrorizada pela ação de milícias e do exército.

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