Bogotá - A Igreja Católica colombiana anunciou hoje seu respaldo à decisão do governo de Juan Manuel Santos de fechar a possibilidade de um diálogo de paz com o grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), tomada no fim de semana.
A decisão do governo de negar-se a um possível diálogo, após as execuções de 14 efetivos na última semana, "é consequente, prudente e plausível", afirmou Dom Juan Vicente Córdoba, secretário da Conferência Episcopal da Colômbia.
"O disse o Estado e é muito lógico: já não sabemos o método, isto se tornou um ciclo vicioso, sempre oferecem a paz e quando vamos nos sentar à mesa vêm estes atos totalmente contrários. Esta não é a primeira vez", declarou o religioso.
Após a ofensiva contra os policiais no sul do país, o ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, descartou qualquer possibilidade de aproximação.
No sábado, ao anunciar a decisão do governo, o ministro afirmou ainda que as Farc, com esta "estratégia", buscam travar supostos "diálogos" de paz com o governo como ocorreu na administração de Andrés Pastrana (1998-2002), que desmilitarizou uma zona do país para as negociações que nunca se concretizaram.
Nesta segunda-feira, os comandantes das Forças Armadas, almirante Edgar Cely, e do Exército, Alejandro Navas, ratificaram tal postura. "Agora eles querem dialogar, recorrem a métodos terroristas, querem dobrar a sociedade, mas não dão mostras sinceras de paz, não querem entregar as armas, não querem o fim das hostilidades", afirmaram.
O ataque da última quarta-feira foi o primeiro da guerrilha durante a gestão de Santos, que assumiu em agosto passado. supostos guerrilheiros atacaram um grupo de agentes no departamento de Caquetá e, após disparos, atearam fogo contra eles. Depois disso, houve registros de outras agressões.