Washington - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, condenou "energicamente" o assassinato de 14 policiais na Colômbia, ocorrido no sul do país na noite de quarta-feira.
Em um comunicado, a OEA atribuiu o ataque, ocorrido no município de Doncello, no departamento de Caquetá, à guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
Insulza, segundo o texto difundido em Washington, "enviou suas condolências ao governo e ao povo da Colômbia e às famílias das vítimas".
"Enquanto o governo do presidente Juan Manuel santos está empenhado em gerar um clima propicio para a busca de saídas pacíficas ao conflito, atentados criminosos como o ocorrido em Doncello vão na direção contrária a este propósito, que é fundamental para alcançar a paz na Colômbia", enfatizou o secretário na nota.
O ataque ocorreu nas proximidades de Maguaré, na zona rural entre as cidades de Doncello e Rionegro. Em declarações à imprensa local, as autoridades colombianas afirmaram inicialmente que cinco policiais foram mortos. Momentos depois, o número de vítimas fatais subiu a 14 agentes.
O secretário de Governo do departamento (estado) de Caquetá, Edilberto Ramón Endo, atribuiu o ataque às Farc. "Aqui o único grupo criminoso é as Farc, o grupo 15 especificamente, e a eles atribuímos o atentado terrorista", declarou ontem o representante local.
A agressão de quarta-feira seria o primeiro ataque das Farc contra policiais depois da posse de Juan Manuel Santos, em 7 de agosto passado. Ao assumir o governo e em reiteradas ocasiões, Santos manifestou sua intenção de buscar uma solução pacífica ao conflito armado, condicionando esta à deposição das armas e libertação de reféns.
Hoje, o governo colombiano se expressou sobre novamente anunciando a recompensa de até 500 milhões de pesos (equivalente a R$ 433,9 milhões) pela captura de Wilmer, um dos líderes guerrilheiros das Farc.
Este é o primeiro resultado anunciado no conselho de segurança realizado em Florencia, capital de Caquetá, liderado por Santos, que decidiu mudar sua agenda para ir à região.
O presidente, que visitou o Brasil nesta semana, repudiou o crime e pediu às forças públicas que aumentem a ofensiva contra a guerrilha. "Tinha-se a informação de algo iria ocorrer e no processo de verificar essa informação, ocorreu o fato", contou Santos, na manhã de hoje.