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Irã
Filho de Sakineh diz que ela morrerá se pressão internacional diminuir
  • Agência ANSA
  • Sexta-feira, 03/09/2010 - 16:18

    Roma - O filho da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, condenada à morte por apedrejamento em seu país sob acusação de adultério e homicídio, disse que se a pressão da comunidade internacional a favor de sua mãe diminuir ela morrerá.

    Em entrevista veiculada hoje pelo jornal italiano Corriere della Sera e feita pelo filósofo francês Bernard-Henri Lévy, Sajjad Ghaderzadeh, de 22 anos, contou as condições nas quais vive Sakineh, e que a situação na prisão onde ela está é muito difícil.

    "Sofre incessantes interrogatórios da parte dos serviços iranianos. Perguntam, por exemplo, como sua fotografia está em todo o mundo e quem, segundo ela, lançou essa mobilização internacional", comentou o jovem.

    Sajjad também sugeriu dirigir-se ao Brasil e à Turquia, que têm "relações privilegiadas" com a República Islâmica, para prosseguir com a pressão no caso de sua mãe.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já manifestou anteriormente intenção de ajudar Sakineh, oferecendo a ela asilo. O governo de Mahmoud Ahmadinejad, no entanto, respondeu dizendo que o brasileiro estava "desinformado" sobre a questão.

    A iraniana de 43 anos foi condenada à morte em 2006 e a primeira decisão judicial a punia com 99 chibatadas; depois, a pena foi convertida em morte por apedrejamento e, posteriormente, em execução por enforcamento. Na semana passada, a audiência sobre o caso de Sakineh foi adiada pela terceira vez.

    Na cadeia, ela toma muitos remédios, sobretudo antidepressivos, e se encontra em um local da penitenciária no qual estão detidas outras mulheres da cidade de Tabriz, norte do Irã, em pequenas celas que abrigam de 15 a 20 pessoas. "É possível que depois de sua aparição na televisão tenham colocado-na em uma cela individual", acrescentou Sajjad.

    Sobre a confissão que sua mãe teria feito a uma emissora local, admitindo participação na morte do marido, o filho ressaltou que o vídeo foi realizado depois que ela foi torturada. "As autoridades precisavam daquela confissão para poder reabrir o caso do homicídio do meu pai", explicou o jovem, que não acredita que a mulher tenha responsabilidade no episódio.

    Na Itália, na manhã de hoje uma gigantesca imagem de Sakineh foi exposta na sede do governo da província de Roma, enquanto diversas autoridades e personalidades aderiram à campanha internacional em defesa da iraniana condenada à morte por apedrejamento.

    Entre eles, já se manifestaram a favor os ministros de Relações Exteriores, Franco Frattini; da Igualdade de Oportunidades, Mara Carfagna; da Juventude, Giorgia Meloni; da Educação, Mariastella Gelmini; e do Meio Ambiente, Stefania Prestigiacomo.

    AnsaLatina

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