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| Diogo Nogueira, Titãs e Capital Inicial esquentaram a noite de sábado no Parque de Exposições Teompompo Almeida, em Vitória da Conquista. (Fotos: Laécio Barros/Divulgação) |
O encontro do samba com o pop-rock marcou a noite de sábado (21) do Festival de Inverno Bahia, em Vitória da Conquista. Quem primeiro subiu no Palco 2010, do maior festival musical do interior do nordeste, foi o carioca nascido no berço do samba, Diogo Nogueira. Com um repertório com canções autorais e releituras de obras de grandes nomes do samba, o filho de João Nogueira transformou o Parque de Exposições Teopompo de Almeida em uma autêntica gafieira. O show contou com as músicas que fazem parte do seu segundo DVD, que será lançado em outubro e que terá participações de grandes nomes da música popular brasileira, como Chico Buarque e Alcione.
Diogo fez uma homenagem ao seu pai cantando as canções “O Poder da Criação” e “Batendo a Porta”. Também foi destaque a canção “Vazio”, de Roberto Ribeiro que na década de 70 foi gravada pelo baiano Nelson Rufino, além de “Me Leva” e “Deixa Eu te Amar” de Agepê. Diogo também homenageou a sua escola do coração, a Portela. “Nos últimos quatro anos tenho tido a honra de ver os samba-enredos compostos por mim e meus companheiros na minha querida Portela”, disse orgulhoso, referindo-se às canções “Contos de Areia”, “Aquarela Brasileira”, “É Hoje” e “Vou Festejar”.
Sobre o momento que o samba vem vivendo na cena atual com o surgimento de jovens grupos e artistas, ele se mostrou bastante empolgado. “O samba sempre teve seu espaço, mas as portas se abriram por termos artistas como Zeca Pagodinho e Beth (Carvalho)” afirmou. “O samba vem vivendo um momento muito especial”, completou.
Diogo acredita que a influência do seu pai no seu trabalho é enorme. “Meu pai fez muita roda de samba lá em casa e eu sempre estava presente. Isso ficava em minha cabeça, no meu coração, na minha espinha. O samba tem a capacidade de entrar pelos poros, pelo sangue e pela espinha e tomar conta da gente”, afirmou. Ao ser questionado sobre a diferença do samba para o pagode ele foi taxativo. “Quem separou o samba do pagode foi a própria mídia. O artista faz a música que lhe faz bem. O importante é fazer com que o público saia com o sorriso no rosto”, contou. “Meu forte é o samba, independente das características que ele tem”.
Diogo já se prepara para sua primeira turnê mundial que acontecerá em outubro. O carioca passará por Portugal, Itália, França, Inglaterra, Japão e EUA.
Depois de um ano de espera, o público do Festival de Inverno pôde acompanhar o eletrizante show do Titãs. Convidados no ano passado, o grupo não pode se apresentar porque o avião que os trazia não conseguiu pousar na cidade. “Foi uma grande decepção não ter apresentado nosso show no ano passado. Tudo o que a gente quer agora é retribuir o carinho desse público”, contou Paulo Miklos, completando que o show foi um grande presente para os fãs com músicas de todas as fases da banda. O repertório contou com os grandes sucessos “Epitáfio”, “Sonífera Ilha”, “Cabeça Dinossauro” e “É Preciso Saber Viver”. O show fez sacudir o Parque de Exposições. Os fãs tiveram a oportunidade de assistir um show memorável.
O Capital Inicial finalmente retornou à Bahia depois do acidente com o vocalista Dinho Ouro Preto. O show da turnê “Das Kapital” vem sendo bastante elogiado pela crítica. “Aconteceu algo inédito que nunca vi nos nossos 25 anos de estrada que é essa unanimidade entre os jornalistas e público. Geralmente quando os jornalistas gostam o público não gosta. No início ficamos apreensivos e com medo da reação dos fãs”, confessou Dinho Ouro Preto.
No show, o grupo mesclou as canções do novo trabalho e os grandes sucessos com uma sonoridade mais vibrante com influência do rock britânico. “Smells Like Teen Spirit”, do Nirvana e “Que País é Esse”, do Legião Urbana também fizeram parte do repertório. Esta última Dinho dedicou à classe política brasileira.