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Venezuela nega que Colômbia tenha obtido consenso na Unasul
  • Agência ANSA
  • Sexta-feira, 30/07/2010 - 19:18

    Bogotá e Quito - O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, disse hoje que obteve consenso para sua posição na crise com a Venezuela durante a reunião de ontem da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), mas foi desmentido por seu colega daquele país, Nicolás Maduro.

    A intenção do ministro das Relações Exteriores de Álvaro Uribe era incluir em uma declaração final a referência à suposta presença de guerrilheiros no país administrado por Hugo Chávez -- base da acusação que levou Caracas a romper relações com Bogotá na semana passada, após ser denunciada por "tolerar" a presença dos grupos armados.

    Bermúdez assinalou estar "surpreso" pelo "consenso" que, segundo ele, iria adotar a postura colombiana sobre "um mecanismo de verificação e cooperação eficaz" para checar as suspeitas desta nação.

    Maduro, ao contrário, rechaçou as declarações do colombiano, dizendo que elas não refletem a verdade porque não estava prevista nenhuma "declaração final" no encontro de ontem, que reuniu em Quito os representantes diplomáticos do organismo para debater justamente a crise bilateral.

    O chanceler colombiano também reiterou seu rechaço à proposta venezuelana de um plano de paz para a América do Sul, o qual incluiria expressamente o conflito interno daquele país.

    Segundo ele, essa proposta refletiu a pretensão da Venezuela de "mudar o tema" quando "o que está em jogo é a segurança da região", o mesmo argumento que expressa a nação de Hugo Chávez para defender seu plano de paz.

    A reunião de chanceleres da Unasul foi concluída sem que nenhuma proposta fosse respaldada, pois foi resolvido que os presidentes do fórum devem se reunir para examinar o tema. Outras hipóteses, como uma vigilância conjunta da fronteira, não prosperaram.

    Desde antes da reunião de Quito era sabido que uma cúpula presidencial não será possível até que o presidente eleito colombiano, Juan Manuel Santos, assuma o cargo, no próximo dia 7.

    Após o término da reunião, Bermúdez e Maduro fizeram declarações à imprensa nas quais, como já era previsto, havia discrepâncias totais sobre o ocorrido durante o encontro, que foi fechado.

    AnsaLatina

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