Montevidéu - Os governos colombianos não avançaram "nenhum milímetro" em sua luta contra o narcotráfico, disse hoje Sebastián Marroquín, filho de Pablo Escobar, narcotraficante morto em Medelín em 1993.
Marroquín disse ter uma "visão crítica" sobre a atuação dos governos colombianos para combater o narcotráfico e que concorda com quem diz que "em 25 anos de luta, não se avançou nem sequer um milímetro".
"A única coisa que se conseguiu desde que o narcotráfico começou a ser combatido foi fortalecer sua proibição. Os traficantes têm baseado seu negócio na proibição e agradecem, porque quanto mais se proíbe e mais se combate, melhor vão seus negócios", disse.
A questão foi tratada como "um problema militar e na realidade é um problema de saúde pública. Os narcotraficantes de hoje, comparados com o poder militar e econômico ao qual meu pai teve, deixam ele muito para trás", comentou em conversa com a rádio El Espectador.
O filho de Escobar, que mudou sua identidade para reconstruir sua vida após a morte de seu pai, encontra-se em Montevidéu para apresentar o documentário "Pecados do Meu Pai" (2009).
O filme, coproduzido por Argentina e Colômbia, e dirigido pelo cineasta Nicolás Entel, estreará amanhã na capital uruguaia. Marroquín mora na Argentina desde que o falecimento de Escobar, o que o fez emigrar com sua mãe da Colômbia por questões de segurança.
Pablo Escobar chegou a ser considerado pela revista Forbes o sétimo homem mais rico do mundo. Ele foi o chefe do cartel de Medelín na década de 1980, que durante em suas mãos controlou 80% do mercado de cocaína do mundo.