Salvador - O desemprego na Região Metropolitana de Salvador caiu de 18,2% em maio para os atuais 16,7% da População Economicamente Ativa (PEA), o que representa a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PEDRMS), em dezembro de 1996. O fator que mais colaborou para a redução do desemprego na RMS foi o crescimento do nível ocupacional (2,9%), 44 mil ocupações foram criadas em junho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho regional (20 mil). Segundo a pesquisa, a RMS contou com cerca de 1 milhão e 560 mil pessoas ocupadas e 313 mil desempregados (24 mil a menos que em maio).
A PEDRMS é realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte do Estado da Bahia (Setre) e a Fundação Seade.“Entre as sete regiões metropolitanas onde a PED é realizada, Salvador apresentou a segunda maior queda do desemprego (8,2%), só perdendo para Belo Horizonte, onde o desemprego diminuiu 11,5%. Entretanto, a Região Metropolitana de Salvador se destacou pelo maior crescimento no nível de ocupação (2,9%), frente Belo Horizonte (0,8%), Fortaleza (0,8%), São Paulo (0,7%), Porto Alegre (0,4%), Distrito Federal (0,4%) e Recife (0,3%). Além disso, apresentou o maior aumento do rendimento médio real dos ocupados (1,8%) em maio deste ano”, avaliou a coordenadora da PED, Vania Moreira.
Entre as regiões pesquisadas, Recife registrou, no mês, a maior taxa de desemprego (17,6%), seguido de Salvador (16,7%), Distrito Federal (14%), São Paulo (12,9%), Fortaleza (10,6%), Porto Alegre (9,5%) e Belo Horizonte (8,5%). Dentre os setores que mais se destacaram na geração de postos de trabalho estão: Serviços (28 mil postos de trabalho, 3,1%), Comércio (12 mil, 4,6%), Indústria (4 mil, 3,2%) e Construção Civil (1 mil, 0,9%). Por outro lado, o único setor que que apresentou redução na ocupação foi “Outros Setores” (Serviços Domésticos e Outras Atividades), que perdeu mil vagas (-0,8%). “A indústria está em fase de recuperação, em junho, o setor recuperou o número de postos perdidos no ano passado (10 mil), sendo que a tendência, até o final do ano, é de crescimento da ocupação”, ressaltou Ana Margaret Simões, coordenadora da PED pelo Dieese.
De acordo com Ana Margaret, a redução do emprego doméstico é resultado da migração de trabalhadores deste setor para outros trabalhos menos precários, “nós temos um movimento de aquecimento da economia que já vem acontecendo há algum tempo. Isso acaba se refletindo no mercado de trabalho criando maiores oportunidades. As pessoas que antes estavam ocupadas em trabalhos vulneráveis migram para setores onde o trabalho é mais estruturado. A gente pode verificar esse movimento com a queda do emprego doméstico, em que apenas 25% das trabalhadoras da RMS têm carteira assinada, e aumento em outras áreas de trabalho como Comércio e Serviços. Outros fatores que concorrem para a melhoria da qualidade do emprego são os programas de qualificação e educação profissional”.