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Racionamento
Venezuela nega risco de desabastecimento de alimentos
Quinta-feira, 18/03/2010 - 18:06

Brasília – O vice-presidente da Venezuela, Elías Jaua, afastou hoje (18) a hipótese de desabastecimento de alimentos por causa do racionamento de energia no país. Desde o fim do ano passado, os venezuelanos enfrentam uma crise no setor energético, com cortes de luz, medidas de contenção e registros de blecaute. Segundo ele, apesar das dificuldades, o fornecimento de energia está garantido em áreas essenciais, como saúde e bancos.

“Em momento algum, haverá paralisação no setor do agronegócios, nem nos supermercados e na distribuição alimentos. No setor de saúde e nos bancos públicos, asseguramos o fornecimento de eletricidade confiável”, afirmou Jaua, segundo a imprensa oficial a Agência Bolivariana de Notícias.

O ministro de Energia Elétrica, Ali Rodríguez Araque, disse que os investimentos feitos no setor da eletricidade vão influenciar de forma positiva na atividade produtiva e no Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela, mas não quis arriscar valores.

De acordo com o ministro, ainda não se sabe exatamente qual será o impacto do racionamento na produção. . ", "Mas", ressaltou Araque, "continuo convencido de que os investimentos realizados no setor da eletricidade terão influência positiva sobre o PIB, embora, naturalmente, o racionamento e outros fatores que surgem causem efeitos negativos.”.

As dificuldades do governo de Hugo Chávez acentuaram-se no ano passado. Em dezembro, o presidente foi à televisão informar sobre as dificuldades no setor de água e energia por causa da falta de chuvas. Houve redução dos níveis da água na Barragem Guri, onde está instalado o complexo que produz 70% da eletricidade no país.

Chávez foi obrigado a anunciar planos de racionamento de energia, principalmente nas grandes cidades, como a capital, Caracas, e Mérida, e os venezuelanos se queixam da falta de mercadorias básicas, como leite e manteiga nas prateleiras.

Com uma economia baseada no petróleo e derivados, o governo da Venezuela avalia que é mais viável importar algumas mercadorias do que produzir, baseado no déficit na oferta de alimentos e de outros bens e serviços.
Só na relação com o Brasil, o governo Chávez tem um saldo de mais de US$ 3 milhões – favoráveis aos brasileiros. Mas, com a redução do preço do barril de petróleo no mercado, a situação econômica no país tornou-se mais delicada.

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