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Investimento
Conferência discute saneamento básico na América Latina
Terça-feira, 16/03/2010 - 15:58

Curitiba – O Brasil tem conseguido resolver parte do déficit habitacional, mas para o setor de saneamento, os números ainda estão aquém da demanda.

Para atingir a meta de universalização do saneamento, por exemplo, serão necessários investimentos de R$ 105 bilhões entre 2010 e 2020. Este valor corresponde à segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a partir de 2010.

O crescimento populacional subiu 1,44% nos últimos dois anos e o domiciliar foi de 2,72%, o que significa ampliar o atendimento, pois cada nova casa vai exigir mais serviços de água e esgoto.

Estes dados e o de outros 17 países estão sendo analisados nos painéis, reuniões plenárias, seminários e mesas redondas da 2ª Conferência Latino-Americana de Saneamento, Latinosan 2010, que está sendo realizada em Foz do Iguaçu (PR), até a próxima quinta-feira(18).

Pesquisadores e representantes dos governos da América do Sul e Central, África e Ásia discutem como melhorar a prestação dos serviços de saneamento básico e a gestão dos recursos naturais. Eles verificam se as metas propostas na primeira edição da conferência, realizada em Cali, na Colômbia, em 2007, estão sendo atingidas em cumprimento às metas do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) – estipuladas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O secretário Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, lembrou que, no Brasil, a gestão do saneamento engloba o abastecimento de água, o esgoto sanitário, a drenagem urbana, além da coleta e destinação do lixo.

As soluções,segundo ele, passam por planejamento, projetos, conscientização da população e recursos para investimentos. “O Brasil está se consolidando em termos de marco regulatório, de recursos, mas na América Latina ainda há muito desequilíbrio. Nós temos novas tecnologias que estamos apresentando aqui no encontro”, disse.

Com o PAC, a coleta de esgotos no Brasil aumentou de 50% para 60% e o tratamento de águas residuais cresceu de 30% para 50%. “Duas áreas inspiram cuidado, o tratamento dos resíduos sólidos e a drenagem, principalmente, em áreas de risco”, advertiu.

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