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Indústria
CNI nega uso de verba do Sistema S para campanha
  • AGÊNCIA BRASIL
  • Terça-feira, 16/03/2010 - 17:45

    São Paulo - O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, criticou hoje (16) a Força Sindical por entrar com ação na Procuradoria-Geral do Trabalho contra a entidade, acusando-a de usar verba do Sistema S para fazer campanha contra a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Monteiro Neto considerou "equivocada e absurda" a iniciativa.

    Segundo ele, a ação proposta é claramente política e mal informada. “Quando de trata de CNI, esses não são recursos do Sistema S. A CNI tem recursos de outra origem, com contribuição de outras empresas. Recebemos recursos do Sistema S de forma indireta como gestores do sistema. Temos uma remuneração por gerir o sistema, mas não é aquela entidade que recebe diretamente recursos do Sistema S que está fazendo campanha contra redução da jornada", explicou Monteiro Neto.

    De acordo com ele, quem está fazendo campanha contra a redução é a entidade empresarial (CNI), que tem direito de fazer campanhas em qualquer direção e sobretudo por assuntos que afetem a vida das empresas.

    “Isso é absolutamente legítimo. Do jeito que se está sugerindo, fica parecendo que entidades do Sistema S, do qual a CNI não faz parte, estariam patrocinando essa campanha", afirmou Monteiro Neto, reforçando que o Sistema S não está promovendo campanha. Essa ação está mal enquadrada e na realidade revela apenas o propósito de atingir as entidades que estão contra a redução, ressaltou.

    Ele aproveitou para reafirmar a posição da CNI contrária à proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e defendeu a livre negociação entre empresas e empregados. A PEC aguarda votação na Câmara dos Deputados.

    Para a CNI, a redução imposta por lei é imprópria e inoportuna, principalmente agora que a indústria recupera seus níveis de produção e de geração de empregos. Além disso, Monteiro Neto não acredita que a simples redução da jornada gere mais empregos. Ele explicou que o país gerou muitos empregos formais nos últimos anos devido ao crescimento da economia e dos investimentos, associado ao processo de desenvolvimento.

    O presidente da CNI apontou, entre os riscos da proposta, a possibilidade de a indústria repassar o custo para o consumidor e o crescimento da informalidade. Para ele, não se trata de uma agenda prioritária para o país e sim de um debate estimulado pela proximidade das eleições.

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