PIB da Bahia cresceu 7,2% no quarto trimestre de 2009
Quinta-feira, 11/03/2010 - 21:13
Salvador - O crescimento de 7,2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no quarto trimestre de 2009, em comparação ao mesmo período do ano anterior, refletiu positivamente no resultado anual de 1,7%, que foi maior do que o PIB nacional, anunciado pelo IBGE, com retração de 0,2% em relação a 2008. A estimativa foi divulgada, nesta quinta-feira (11), pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão da Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan).
Esse foi o melhor desempenho registrado desde o segundo trimestre de 2007, quando o PIB expandiu 8,8%, em que pese a base deprimida de comparação em função da crise financeira internacional. Esse resultado fez a SEI rever de 1,5% para 1,7% a estimativa anual para 2009.
No ano passado, os setores que mais impactaram diretamente no resultado do trimestre foram o industrial (9,2%), o de serviços (6,9%) e o agropecuário (1,3%). De acordo com o diretor-geral da SEI, José Geraldo dos Reis Santos, há uma estimativa de crescimento do PIB baiano de 5% a 5,6%, o que evidencia que a economia estadual acompanha o ritmo de crescimento anual da economia nacional.
“A política salarial, o aumento real do salário mínimo, Bolsa Família, e outras políticas de transferência de renda, previdência, seguridade social, tudo isso, faz com que grande parcela da população brasileira garanta seu poder de compra”, explicou o diretor-geral.
O aumento no ritmo de crescimento no quarto trimestre, no acumulado do ano, está relacionado às políticas do governo federal, somadas às ações do Governo da Bahia. Ele acredita que, este ano, a receita cresça na faixa dos 10%. A expectativa é que esse crescimento permaneça na casa dos 10%, “o que pode nos projetar para um PIB em 2010 em torno 5,5% ou 6%.”.
Para o secretário do Planejamento, Walter Pinheiro, o resultado foi possível devido à postura do estado diante da crise financeira. “Superamos o volume de investimentos de 2008 em áreas importantes como a de serviços e de infraestrutura, o que propiciou uma geração recorde de emprego em 2009 e a expansão das riquezas”.
Ele ressaltou ainda “a diversificação das atividades, com destaque para o bom desempenho da construção civil, que, vale ressaltar, não está somente atrelado ao segmento imobiliário, mas aos investimentos em infraestrutura, a exemplo da construção de hospitais e sistemas de abastecimentos de água e esgoto, reforma de escolas e estradas, o que vem gerando a ampliação de empregos principalmente no interior. Esses investimentos foram decisivos para a manutenção do consumo das famílias e o aquecimento da economia”.
De acordo com dados da Secretaria de Planejamento, 78% dos 18 mil postos de trabalho gerados no Nordeste (14 mil) foram criados na Bahia. Segundo Walter Pinheiro, cerca de 40% dos empregos foram em cidades fora da Região Metropolitana de Salvador. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou a possibilidade de geração de 2 milhões de empregos no Brasil, sinalizando a geração de 83 mil empregos na Bahia.
O recorde da geração de empregos, no começo de 2009, é resultado do desempenho do comércio varejista, do setor de serviços e da construção civil. “Foram 14 mil no início deste ano e, no ano passado, 71 mil, recorde histórico”, salientou o secretário.