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Novos tremores de menor magnitude são registrados no Chile
  • AGÊNCIA BRASIL
  • Terça-feira, 09/03/2010 - 21:01

    Santiago (Chile) – Há 10 dias, o Chile vive momentos diários de tremores de terra. Hoje (9), mais uma vez, foram registrados dois momentos em que houve terremotos – denominados réplicas porque o mais forte deles ocorreu no último dia 27 quando atingiu 8,8 graus de magnitude na escala Richter – no país, atingindo desde a região de Santiago, a capital, até o Sul chileno.

    O Ministério do Interior informou que os tremores foram de menor magnitude pois registraram de 2 a 3 graus na escala Richter. Os abalos ocorreram entre 17h e 17h30. “A sensação é de que o solo treme apenas por alguns segundos. Mas é tudo muito estranho”, afirmou um brasileiro, que pediu para não ser identificado.

    Pelos dados oficiais, os tremores leves registrados nesta quarta-feira afetaram as cidades de Valparaíso (sede administrativa do governo federal), Santiago, Melipilla, Talagante, Quillota, San Antonio, Pichilemu e San Fernando.

    Dez dias depois do maior terremoto ocorrido no Chile nos últimos 50 anos, o país tenta retomar a normalidade. Mas os sinais de destruição estão em toda parte – da capital, Santiago, ao Sul. No aeroporto internacional, os principais serviços, como segurança e aduana, foram transferidos para tendas de emergência.

    Vários prédios históricos da capital chilena estão cercados por avisos de segurança para que as pessoas não se aproximem porque há riscos de segurança. Os edifícios da Universidade Católica do Chile e do Museu de Belas Artes estão entre os locais isolados. Os governos federal e municipal tentam intensificar os trabalhos para evitar o agravamento da situação.

    As pessoas se queixam da demora da ajuda oficial. “Acho tudo muito demorado. Estamos aqui ameaçados de um novo tremor e o que o governo faz para nos ajudar?”, reagiu a protética Ana Álvarez. “Vieram aqui, os funcionários da assistência oficial, examinaram tudo, perguntaram o que precisávamos, colocaram esse adesivo [mostra um adesivo com a logomarca do governo na porta] e não voltaram”, disse o aposentado Luís Fajuri, que teve parte do apartamento destruído.

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