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Opinião
Diferenças regionais, culturais e de renda inibem crescimento do país, diz ministro
Terça-feira, 09/03/2010 - 20:08

Brasília – As disparidades regionais, culturais, econômicas, de renda e de gênero constituem um grande desafio na tentativa de fazer com que as pessoas participem do esforço coletivo na promoção de mudanças no país.

A afirmação foi feita pelo ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Samuel Pinheiro Guimarães, em palestra cujo tema foi A Visão Estratégica de País, no seminário de lançamento do programa Brasilianas.org, realizado hoje (9) na Câmara dos Deputados. O programa, que é conduzido pelo jornalista Luís Nassif, estreou ontem (8), na TV Brasil.

O ministro citou, com base em sua experiência como embaixador de carreira, que o Brasil tem vulnerabilidades de ordem política, econômica, militar e tecnológica, que contribuem para inibir o crescimento do país. Ele destacou que, no entanto, “o problema se reduziu em parte, na área econômica, com o acúmulo de reservas”. Ontem, as reservas internacionais brasileiras somavam US$ 242,1 bilhões.

Na mesma linha do ministro, o economista Ricardo Carneiro, professor da Universidade de Campinas (Unicamp), enfatizou que a crise da dívida externa brasileira “enfraqueceu o Estado e as forças produtivas do país” durante décadas. Para ele, o país retrocedeu em questões relativas à infraestrutura por ter privatizado setores típicos de Estado.

Em sua palestra “O Investimento no Desenvolvimento”, o professor da Unicamp ressaltou que falta empenho da iniciativa privada em investir mais no país, deixando a grande carga de investimentos para o governo e foi o pagamento da dívida, segundo ele, que tirou, em grande medida, a capacidade de investimento do poder público.

Ele advertiu que a capacidade de investimento pode minguar novamente, porque “estamos comprometendo o futuro com gastos públicos maiores do que podemos” e também porque o país não conseguiu resolver ainda a questão da instabilidade monetária, que acarreta sérios prejuízos para o setor produtivo e para as exportações brasileiras.

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