Dissidente diz que postura de Havana serve a ele de estímulo
Agência ANSA
Segunda-feira, 08/03/2010 - 23:25
Havana - O jornalista cubano Guillermo Fariñas, que faz uma greve de fome que já leva 13 dias para pedir a libertação de presos políticos na ilha, disse hoje que a postura das autoridades locais representa um "estímulo" para que siga com seu protesto.
A informação foi transmitida à ANSA pelo médico Ismely Iglesias. Segundo o especialista, Fariñas, que tem 48 anos, apresenta "sinais de desidratação cada vez mais evidentes".
Na semana passada, o jornalista e psicólogo chegou a perder a consciência e foi levado a um hospital de Santa Clara, onde recebeu hidratação. Em seguida, ele pôde voltar para casa.
O governo, por meio de um artigo veiculado no jornal oficial Granma, responsabilizou o dissidente pelas consequências de sua greve de fome e reiterou que "não aceitará pressões nem chantagens".
"Não é a medicina que deve resolver o problema intencionalmente criado com o propósito de desacreditar nosso sistema político, mas o paciente", ressaltou a publicação.
Como resposta, segundo o médico Iglesias, Fariñas teria afirmado que "está disposto a morrer se o governo não libertar 26 presos políticos que sofrem de problemas de saúde".
Em fevereiro, um outro dissidente político, Orlando Zapata Tamayo, morreu após também permanecer em greve de fome por 85 dias.