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Energia
Embaixador do Irã compara Programa Nuclear iraniano ao brasileiro
  • Agência Brasil
  • Segunda-feira, 08/02/2010 - 12:28

    Brasília - O embaixador iraniano em Brasília, Mohsen Shaterzadeh, elogiou hoje (8) o apoio brasileiro à decisão do presidente Mahmoud Ahmadinejad de enriquecer o urânio a 20% a partir de amanhã (9). A medida é condenada por parte da comunidade internacional. O diplomata comparou o Programa Nuclear do Irã ao desenvolvido no Brasil. Críticos de Ahmadinejad suspeitam do uso para fins militares – fabricação de bombas – do urânio enriquecido.

    Shaterzadeh rebateu as suspeitas e negou que Ahmadinejad tenha planos de fabricação de armas e bombas. “Países como Brasil e Irã não querem usar energia nuclear para produzir armas. A energia nuclear no Irã como no Brasil é para a área de medicina, agricultura. Esse é o direito de aproveitar da tecnologia para o bem-estar da população”, disse durante entrevista coletiva pela manhã.

    Em seguida, o embaixador acrescentou que o país confia no Brasil. “Acreditamos que as autoridades brasileiras têm conhecimento da situação e posição iraniana. O Brasil, pelo contrário de outros países que tiveram fortes reações, não é um país que pensa em colonizar outro país.”

    Para o diplomata, os países liderados pelos Estados Unidos – seguidos pela Inglaterra, França, Alemanha e França – que suspeitam sobre o Irã deveriam dar o exemplo a partir de si e questionou uma mudança de posição. “Os que tiveram grande reação têm fortes armamentos nucleares. Se eles falassem a verdade, primeiro eles destruiriam o armamento nuclear deles e depois dariam conselhos.”

    O projeto de enriquecimento do urânio a 20%, segundo o embaixador, será associado ao plano de compra do produto de outros países. Ele negou que ocorra desrespeito a normas internacionais. “O Irã esperou, provou que esses países ocidentais estão mentindo, não foram sinceros. Portanto, o Irã mesmo começando a produzir urânio enriquecido em 20% também está disposto a comprar e não desrespeitou nenhuma regulamentação internacional. Esse trabalho respeita a Agencia Internacional de Energia Atômica”, disse.

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