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| Foi esta carcaça enferrujada que sobrou do ferry boat "Gal Costa". Dono da Marina de Aratu diz que a TWB fez a depenação. (Foto cedida com exclusividade ao Jornal da Mídia pelo leitor Carlos de Seabra, especialista em transporte marítimo) |
Salvador - A concessionária TWB, operadora do sistema ferryboat, está envolvida em mais um escândalo. Segundo matéria de página publicada nesta segunda-feira (8) pelo jornal
A Tarde, a empresa "depenou" dois ferries que estão ancorados na Marina de Aratu.
Os dois navios pertencem ao Estado e não são parte do contrato de concessão assinado pela TWB com o Estado, em 2006. A matéria de A Tarde informa que as embarcações serão leiloadas como sucatas.
"Após serem depenados e sucateados, os dois ferries foram avaliados em R$ 141 mil, pela empresa de engenharia naval Luiz Mattos e Engenheiros Associados, contratada pela agência reguladora do transporte no Estado (Agerba). Cerca de 35 anos depois de serem comprados pelo Estado por milhões, as embarcações têm hoje seus preços calculados pelo valor do aço para sucata", diz o jornal.
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O ferry Gal Costa foi comprado pelo Estado por 83,9 milhões de cruzeiros, em 1978, junto ao extinto Estaleiro Só, no Rio Grande do Sul. O Mont Serrat foi adquirido quatro anos antes, no mesmo estaleiro, mas o Estado não localizou o valor da transação à época. O penúltimo ferry a ser comprado pela extinta Companhia de Navegação Baiana (CNB) foi o Ipuaçu, em 1983, por US$ 5 milhões.
A atual gestão da Agerba não sabe onde foram parar as peças e equipamentos retirados. O diretor executivo do órgão, Aristides Amorim de Cerqueira, há quatro meses no cargo, disse que os barcos foram dilapidados até 2006, no governo anterior. Cerqueira está tentando verificar se existe algum documento da gestão anterior que aponte o paradeiro do material.
Quando questionado sobre como as peças sumiram, já que os ferries estavam guardados dentro da Marina Aratu, o proprietário do estabelecimento, Antônio Barreto Dória, revelou que as peças do Mont Serrat foram retiradas por funcionários da TWB.
“A TWB parava outro ferry do lado do Mont Serrat e levava as peças”, revelou Barreto. Já o Gal Costa teria chegado sem as peças à Marina Aratu. A assessoria de imprensa da empresa TWB, segundo o jornal, informou que a concessionária não iria se pronunciar sobre o assunto.