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| O ferry Pinheiro levou 9 meses encostado em Bom Despacho (primeira foto). A Agerba deu em cima da TWB e o navio apareceu em pouco tempo no Terminal de São Joaquim com uma pintura "feita a facão", segundo o diretor da agência, Jorge Courceiros.(Fotos: Maurício Andrade/JM) |
Salvador - "A TWB vai ter que se enquadrar e melhorar os serviços que presta aos usuários do ferryboat. Se não se enquadrar, vai haver intervenção mesmo". A afirmação foi feita nesta quinta-feira (28) ao
Jornal da Mídia pelo diretor de Fiscalização da Agerba, Jorge Courceiros.
Courceiros sustentou que a Agerba não vai mais aceitar o "serviço ruim" da TWB, que vinha negligenciando muito por falta de cobrança, de fiscalização por parte da agência. Courceiros lembrou que a atual diretoria da Agerba assumiu há quatro meses.
"Não estou aqui para criticar ex-diretores da Agerba. Mas realmente o descaso da fiscalização levou a TWB a fazer o que queria fazer, empurrando tudo com a barriga. Eu sou usuário do ferryboat há 38 anos. Conheço um pouco daquele problema", assinalou Courceiros.
O diretor de Fiscalização da Agerba citou dois exemplos para justificar a negligência da concessionária TWB e a falta de cumprimento, pela Agerba, de uma de suas atribuições, que é a fiscalização do contrato de concessão entre o Estado e a empresa paulista.
"Para se ter idéia, o ferryboat "Pinheiro" estava há 9 meses encostado no terminal de Bom Despacho. Quando chegamos à Agerba, procuramos a TWB e a concessionária informou que estava dependendo de um estaleiro para fazer a docagem do navio. Nós sugerimos o estaleiro H. Dantas, de Aracaju, onde a TWB já fez manutenção de outros ferries. Eles ficaram naquela coisa de enrolação e agora o ferry "Pinheiro" já está funcionando. Se a a Agerba não apertasse, o navio iria continuar lá em Bom Despacho e o usuário reclamando, com razão, por falta de atendimento", revelou.
Courceiros disse que no navio "Pinheiro" a TWB fez uma pintura "de facão, uma coisa horrível, e que vai ter que ser refeita logo". O outro exemplo que, segundo Courceiros comprova a negligência da TWB é a empresa ter feito ''vista grossa", deixando que no interior das embarcões os usuários, a maioria moradores da Ilha, transportassem galões de combustíveis.
"Isto aí é um absurdo e a Agerba não tinha outro caminho: multamos a TWB porque a negligência estava colocando em risco a vida dos usuários".
As multas aplicadas pela Agerba na TWB chegaram a R$ 600 mil em 2009. Courceiros justifica que a Agerba é uma agência de regulação e fiscalização e que vai continuar cumprindo o seu papel.
"Olha, eles (a TWB) até que estão melhorarando, se enquadrando. Estamos preparando um
check-in para o Carnaval. Queremos os sete ferries funcionando, sendo dois cumprindo os horários normais estabelecidos pela Agerba e os demais fazendo o bate e volta, com viagens de, no máximo, a cada 30 minutos. Claro, tudo isso obedecendo o comportamento da demanda de passageiros e veículos", explicou.
Sobre o aluguel do ferry "Ivete Sangalo" pela TWB a particulares, Courceiros disse que em nenhum momento a Agerba foi comunicada pela concessionária.
"Isto só comprova o que dissemos, de que a TWB fazia o que queria. O que a TWB quer é só ganhar dinheiro. E não é dinheirinho não, é um dinheirão. Só que esse negócio de alugar sem avisar, acabou. Só daremos permissão depois de análise e se chegarmos à conclusão de que o usuário do ferryboat não vai ser prejudicado. Do contrário, nada para ninguém".