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Política
Rússia quer boa relação com EUA para evitar 'guerra fria'
  • AGÊNCIA LUSA
  • Quinta-feira, 02/07/2009 - 13:09

    Moscou - A Rússia e os Estados Unidos devem melhorar as suas relações que quase recuaram ao nível da “guerra fria”, declara o presidente russo, Dmitri Medvedev, no seu blog, na véspera da visita de Barack Obama à capital russa.

    “É necessário reconhecer que, nos últimos anos, as relações entre os nossos dois países efetivamente degradaram-se. Crise de confiança, inatividade, falta de vontade de empreender o que quer que seja, não faltam termos para qualificar esta situação. Mas o fato é o seguinte: não obstante o bom contato pessoal com o ex-presidente, as relações entre a Rússia e os Estados Unidos quase recuaram ao nível da guerra fria”, escreveu Medvedev.

    Além disso, o presidente russo frisou que o governo Obama mostra que está pronto a mudar a situação, estabelecendo relações mais eficazes, fiáveis e modernas.

    “Nós estamos prontos para isso... Estou convencido de que a Rússia e os Estados Unidos terão propostas a fazer aos outros países. Por isso, devemos avançar apenas por uma via, a via dos acordos”, acrescentou.

    O presidente russo destacou também que existem problemas que só podem ser resolvidos em conjunto.

    “Antes de tudo, trata-se da segurança internacional: luta contra o terrorismo, luta contra o extremismo, contra a difusão das armas de destruição massiva, contra o tráfico de drogas. Estes são desafios comuns e a nossa responsabilidade é comum. Trata-se da responsabilidade das duas potências, cujas relações influem diretamente no que irá acontecer no mundo nas próximas décadas”, considerou Medvedev.

    Segundo ele, “não tem qualquer importância quem são os presidentes da Rússia e dos EUA, porque eles irão ter sempre uma responsabilidade especial pelas decisões que tomarem, responsabilidade perante os seus países e perante todo o mundo".

    Durante a visita de Obama a Moscou, que acontecerá entre 6 e 8 de julho, os presidentes dos dois países irão analisar a redução dos armamentos estratégicos ofensivos, a instalação de um sistema de defesa antimíssil pelos Estados Unidos no Leste Europeu, bem como a situação no Afeganistão, Geórgia, Irã e Paquistão.

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