Cidade do Panamá - Durante seu discurso de posse nesta quarta-feira, o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, anunciou que seu governo terá como principais sócios o México e a Colômbia, e que seu país está sobre uma orientação ideológica distinta na América Latina.
Martinelli, da Aliança para a Mudança (de direita), assumiu hoje o governo do Panamá e já em seu discurso inaugural demarcou suas diferenças com outros presidentes da região, principalmente com o mandatário venezuelano Hugo Chávez.
O novo presidente expressou ainda sua confiança na assinatura do Tratado de Livre Comércio (TLC) com os Estados Unidos. Ele qualificou o pacto como "benéfico" para o Panamá.
"Faremos uma forma distinta de governo, mas em benefício do povo", enfatizou o empresário Martinelli, dono da maior rede de supermercados do país.
Seu discurso durou 18 minutos e foi assistido por representantes de nove países da região, entre eles, o recém destituído chefe de Estado de Honduras, Manuel Zelaya.
Não participaram da cerimônia de posso os presidentes latino-americanos da esquerda Chávez, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, Rafael Correa, do Equador, e o mandatário da Nicarágua, Daniel Ortega, que desistiu de participar do ato no último momento.
Martinelli reuniu-se previamente com os presidentes do México, Felipe Calderón, e da Colômbia, Álvaro Uribe, para debater e aprofundar acordos de cooperação no combate ao crime e ao narcotráfico.
No entanto, durante uma coletiva de imprensa, Uribe, Calderón e Martinelli indicaram que os acordos não se limitarão apenas a estas duas áreas.