Recessão não afeta investimento de empresas lusas no Brasil
AGÊNCIA LUSA
Segunda-feira, 29/06/2009 - 09:56
Lisboa - Os empresários portugueses no Brasil acreditam que a maior economia da América Latina vai ultrapassar a crise já em 2010 e que a forte retração em 2009 é "apenas um compasso de espera", não havendo, por isso, alterações nos planos de investimento.
Tudo indica que, dos países emergentes, o Brasil possa sair melhor da crise já em 2010, até porque "tem resistido bem" no decorrer deste ano, suportado pelo "dinamismo e dimensão da procura interna", garantiram os empresários consultados nos últimos dias pela Agência Lusa.
A expectativa positiva dos grupos empresariais está em linha com a mais recente previsão do Banco Mundial, que aponta para uma contração de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, bem como da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que estima uma contração de 0,8% do PIB.
No entanto, as projeções do BM e da OCDE contrastam com a do governo brasileiro, que prevê um crescimento do PIB de 1% em 2009.
Para 2010, a OCDE prevê uma retomada que não deve ultrapassar os 4%, enquanto o BM estima um crescimento de 2,5% em 2010 e de 4,1% em 2011.
Consultada pela Agência Lusa, a Brisa, a maior concessionária de estradas portuguesa, garantiu que "a retração registrada no mercado brasileiro já tinha sido antecipada", revelando-se abaixo da esperado.
"A CCR - Companhia de Concessões Rodoviárias, participada pela Brisa em 18%, está suportada numa sólida base financeira, não tendo sido significativamente afetada pela retração", disse uma fonte da companhia.
Por sua vez, a Balflex, especializada em componentes hidráulicos e industriais, com presença no estado do Paraná desde 1999, tem registrado um crescimento médio de 20% ao ano.
"O início deste ano foi pautado por uma ligeira desaceleração do faturamento no Brasil, que sofreu um quebra para 15% face a igual período de 2008. A previsão de vendas para 2009 (..) aponta para uma faturamento acima dos dois milhões de euros, mais 3,5%", disse Paula Guedes, da direção financeira da Balflex.