Ministro cubano indica queda no consumo e redução do PIB
Agência ANSA
Domingo, 24/05/2009 - 17:28
Havana - O ministro da Economia e Planejamento de Cuba, Marino Murillo Jorge, afirmou neste domingo que a crise mundial causará em seu país restrições ao consumo e queda no Produto Interno Bruto (PIB).
Murillo Jorge reiterou que Cuba não atingirá "o crescimento previsto de 6%" do PIB este ano. As declarações do ministro foram publicadas pelo jornal Juventud Rebelde em meio a uma campanha da imprensa local para convencer os cubanos dos efeitos da crise.
Segundo o ministro as previsões do crescimento da economia da ilha foram revisadas para entre 2,4% e 2,5%. Ele acrescentou que o país está tomando as medidas para se readaptar "às novas circunstâncias". Murillo Jorge alegou ainda que muitos crêem que o a crise econômica não vai afetar a economia cubana ou que não será severa.
Ele insistiu que ninguém ficará desprotegido no país, mas a crise vai impor efeitos como as "restrições do consumo". O ministro citou as opiniões de cubanos de diversas regiões que tratam o tema com indiferença por acreditarem que a população está imune graças à proteção do Estado.
Estatísticas oficiais publicadas em maio apontam uma queda de mais de 7% na produção agropecuária no primeiro trimestre de 2009, além de quedas no número de turistas que visitam a ilha e fortes reduções dos preços dos produtos de exportação cubanos como o níquel.
O desmembramento da antiga União Soviética, em 1991, até então principal mercado de exportação cubano teve grande repercussão na ilha, que entrou em uma profunda crise econômica. Naquele momento, para enfrentar a situação foram impostas rígidas normas de economia e o país se abriu ao turismo internacional, permitindo a circulação do dólares e a existência de trabalhadores autônomos.