Santiago - A taxa de aprovação à presidente do Chile, Michelle Bachelet, registrou aumento em três pesquisas diferentes divulgadas no país nesta terça-feira.
Segundo o levantamento da consultoria Adimark, Bachelet obteve a aprovação de 51,1% dos consultados. A sondagem do Centro de Realidade Contemporânea apontou um respaldo de 49%; e a do Centro de Estudos Públicos, de 43%.
Para o diretor da Adimark, Roberto Méndez, o ganho de popularidade da presidente está relacionado a temas econômicos, uma das áreas em que seu governo mais obteve êxitos.
Isto é demonstrado pelos estudos, em que a economia foi considerada a segunda área mais bem avaliada do governo, perdendo apenas para a política de relações exteriores.
Em um balanço do ano passado, Bachelet teve uma aprovação de 44,7%. Em 2007, a cifra foi menor, de 42,3%, devido principalmente ao criticado sistema de transporte público implantado na capital Santiago.
Este é o último ano de mandato de Bachelet, que encerrará o quarto governo consecutivo da coalizão Concertación, no poder desde 1990, após o fim da ditadura de Augusto Pinochet.
As eleições presidenciais estão marcadas para dezembro, e o favorito apontado pelas pesquisas de intenção de voto é o empresário Sebastián Piñera, um dos homens mais ricos do Chile que é candidato pela oposição.
A Concertación ainda não decidiu quem mandará para a disputa. A escolha deve sair apenas em abril, após a realização de primárias. Os pré-candidatos que disputam a indicação são o ex-presidente Eduardo Frei, do Partido Democrata Cristão (PDC), e o senador José Antonio Gómez, do Partido Radical Social Democrata (PRSD).