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Saúde
Pelos menos 13 já morreram de cólera na África do Sul
  • AGÊNCIA LUSA
  • Terça-feira, 06/01/2009 - 12:40

    Johannesburgo - Imigrantes zimbabuanos que fogem para a África do Sul são responsáveis por pelo menos 13 mortes por cólera no território sul-africano, segundo números divulgados nesta terça-feira pelas autoridades de saúde do país.

    Embora o maior número de casos tenha sido detectado e tratado na região fronteiriça de Beit Bridge-Musina, no norte da África do Sul, as autoridades estão preocupadas com o alastramento da doença para o interior, principalmente para a província de Gauteng, coração econômico do país e destino preferido dos refugiados em busca de empregos.

    Em Gauteng, onde se situam duas grandes cidades, a capital Pretória e Johannesburgo, o governo afirma terem sido diagnosticados e tratados 21 casos de cólera, com um balanço de três vítimas mortais.

    Entretanto, na província fronteiriça do Limpopo, Phuti Seloba, o porta-voz do governo provincial para a área da saúde, revelou à Agência Lusa que 1.141 infecções por cólera foram diagnosticadas desde meados de novembro do ano passado, tendo a doença vitimado mortalmente nove zimbabuanos.

    Um zimbabuano, motorista de caminhão, morreu na província do Kwazulu-Natal no início de dezembro do ano passado, dias depois de ter atravessado a fronteira do seu país para a África do Sul.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou, em Genebra, que pelo menos 1.732 pessoas morreram no Zimbábue em conseqüência da epidemia de cólera que se alastra no país em resultado do colapso dos sistemas de purificação e abastecimento de água, paralisia quase total dos hospitais públicos e não-funcionamento das infra-estruturas básicas como saneamento e comunicações.

    A OMS afirma que 31.656 zimbabuanos foram já diagnosticados com cólera desde o aparecimento dos primeiros casos.

    Além disso, o Zimbábue se encontra numa situação econômica desesperadadora, dominada por uma hiper-inflação da ordem dos 231.000.000% ao ano e uma economia estagnada, uma taxa de desemprego superior a 85% e carências alimentares agudas, que obrigam a comunidade internacional a prestar auxílio de emergência a quase seis milhões dos seus cidadãos.

    Pelo menos quatro milhões de zimbabuanos já fugiram para nações vizinhas, como a África do Sul, Moçambique e Botsuana, enquanto o presidente Mugabe, que perdeu as eleições presidenciais em 29 de março, insiste em impor ao seu rival político do MDC, Morgan Tsvangirai, um governo de unidade, no qual o seu partido detenha os principais ministérios.

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