Maior artilheiro da história da seleção portuguesa se aposenta
AGÊNCIA LUSA
Quarta-feira, 26/11/2008 - 23:00
Ponta Delgada - Pauleta, o maior artilheiro da história da seleção portuguesa, anunciou nesta quarta-feira o fim da sua carreira, uma decisão “dolorosa”, mas tomada aos 35 anos com o “espírito de dever cumprido”.
“Após muitos meses meditação, resolvi colocar um ponto final na carreira de jogador de futebol”, afirmou Pauleta, em entrevista coletiva nas instalações da escola de futebol que criou na ilha de São Miguel, nos Açores.
O ex-jogador da seleção admitiu que, nos últimos meses, viveu “momentos difíceis e de indecisões”, devido aos vários convites que recebeu para continuar a jogar, inclusive de dois clubes portugueses, que recusou-se a revelar.
“Está na hora de me dedicar mais à família, que foi muito sacrificada durante os últimos 13 anos”, adiantou o ex-jogador do Paris Saint-Germain.
Acompanhado pelo empresário Jorge Gama e pelo seu pai, Pauleta salientou que está “difícil pensar que jamais” pisará um gramado e deixou, ainda, um agradecimento aos torcedores.
“Não posso esquecer os colegas nas várias equipes, os treinadores e os dirigentes que me ajudaram a crescer e a trilhar o caminho do sucesso”, disse.
Anunciou, também, que, a partir de hoje, assume as funções de embaixador do Paris Saint-Germain, clube pelo qual jogou nas últimas temporadas (109 gols), um cargo que considerou ser “uma nova etapa numa nova vida”.
Pauleta elegeu como melhores momentos da sua carreira os títulos que ganhou, assim como “todos os gols” que marcou pela seleção portuguesa.
Depois de admitir que estava emocionado, o atleta garantiu que, fisicamente, estava em condições de continuar a jogar, depois de 13 anos “dedicados a 100%” a esta profissão e sem lesões graves.
Natural da ilha de São Miguel, nos Açores, o atacante destronou Eusébio da liderança da lista dos artilheiros da seleção lusa, ao totalizar 47 gols em 88 partidas, contra os 41 tentos em 64 partidas do “rei”.
Pedro Miguel Carreiro Resendes, ou apenas Pauleta, estreou na seleção nacional frente à Armênia e, a partir desse encontro, seguiram-se 87 partidas que fizeram o centroavante ocupar o sexto lugar da lista de jogadores que mais vezes representaram Portugal.