África do Sul tenta conter cólera proveniente do Zimbábue
AGÊNCIA LUSA
Sexta-feira, 21/11/2008 - 11:54
Beit Bridge - As autoridades sul-africanas acionaram um plano de emergência para vigiar e tratar todos os refugiados do Zimbábue, país que registra uma epidemia de cólera. Quatro pessoas já foram mortas pela doença na África do Sul.
Brian Ramatshoala, um médico que trabalha em Musina, a localidade mais próxima do posto fronteiriço sul-africano de Beit Bridge, disse à Agência Lusa que há uma ameaça real de saúde pública com origem no Zimáabu, devido às pessoas que fogem do país em busca de alimentos e trabalho na África do Sul.
Um caminhoneiro zimbabuano morreu na cidade fronteiriça de Durban, onde deveria carregar mercadorias destinadas ao seu país.
Ramatshoala afirmou estar "desconsolado com a situação dos irmãos e irmãs" do Zimbábue. Na quinta-feira, viu uma zimbabuana morrer de cólera na África do Sul, "o porto seguro onde ela esperava encontrar alívio para a fome, para a doença e a indignidade de não ser capaz de alimentar os filhos".
Equipes de emergência estão monitorando uma média de 80 refugiados por dia na zona fronteiriça, um local onde os que passam a fronteira apenas demoram poucas horas, até pegarem transportes para as maiores cidades sul-africanas, onde esperam encontrar empregos e segurança.
O caminhoneiro afirmou ser "extremamente difícil manter a situação sanitária sob controle uma vez que aqueles que ainda têm forças para caminhar não se dirigem voluntariamente aos postos de controlo sanitário com receio de serem detidos pela polícia sul-africana e repatriados para o Zimbábue".