Brasília - O Banco Central realizou mais um leilão, no início da tarde de hoje (21), com o objetivo de colocar dólares da reserva internacional no mercado para conter a escalada de valorização da moeda norte-americana. Esses dólares tornarão a compor as reservas quando os contratos em leilão vencerem.
O BC ofereceu um lote de 10 mil contratos de swap cambial - operação de mercado futuro que troca a cobertura dos juros pela oscilação do dólar - no valor aproximado de US$ 500 milhões, mas os investidores ficaram com apenas 7.500 contratos, equivalentes a US$ 372,5 milhões.
A taxa estipulada para os contratos, com vencimento no dia 2 de fevereiro do ano que vem, foi de 3,6125%. Significa dizer que se o dólar se valorizar mais do que isso nos próximos 70 dias, a autoridade monetária arcará com o prejuízo. Caso contrário, sairá no lucro.
O BC aposta na possibilidade de mudança na trajetória de alta do câmbio, a curto e médio prazos, embora a investida especulativa contra o real se mantenha firme pelo quinto dia seguido. Tanto que, logo depois do leilão, a cotação do dólar chegou a R$ 2,444 com aumento de 2,25% em relação à cotação da véspera.