Santiago do Chile - Um estudo divulgado hoje revelou que 71% dos latino-americanos se sentem satisfeitos com suas vidas, ainda que a democracia os tenha tornado mais exigentes. América Latina experimentou tanto a liberdade possibilitada pela democracia como o crescimento econômico dos últimos cinco anos, destacou Marta Lagos, diretora da Latinobarômetro, que realizou o estudo.
"Ainda que isso -- acrescentou -- não seja contraditório com o fato dos latino-americanos estarem cada dia mais conscientes de seus problemas, mais exigentes com seus direitos e com maiores expectativas de futuro".
A esperança com que os habitantes da região vêem o futuro aumentou de 49% em 1998, para 61% em 2006, e 71% em 2008.
O país mais preocupado com o futuro é o Peru (44%), enquanto o que mais tem esperança é o Paraguai (83%).
Para a Latinobarômetro, "a pesar da boa fase econômica dos últimos anos, a percepção da maioria continua sendo de que o Estado que deve resolver os problemas".
O país mais a favor do estado é a Argentina, seguida pelo Paraguai e Nicarágua, enquanto que o país menos favorável ao Estado resolver os problemas é a Guatemala.
Em relação às atividades que deveriam estar em mãos do Estado, 86% mencionam a educação; seguido da saúde (85%), da água potável (83%) e das Universidades e Pensões (82%).
No aspecto cultural, a Latinobarômetro revelou que as pessoas mais discriminadas são os pobres, seguidos pelos índios, homossexuais, negros, imigrantes e velhos.